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Experiências com o estigma relacionado ao corpo gordo e como estas se constroem na trajetória de vida de mulheres gordas antes e depois da cirurgia bariátrica: um estudo centrado na etnografia

Processo: 19/00031-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2019
Vigência (Término): 31 de agosto de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição
Pesquisador responsável:Fernanda Baeza Scagliusi
Beneficiário:Mariana Dimitrov Ulian
Instituição-sede: Faculdade de Saúde Pública (FSP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Obesidade   Cirurgia bariátrica   Discriminação   Estigma   Atenção à saúde

Resumo

A obesidade é considerada o principal problema de Nutrição em Saúde Pública na atualidade devido sua associação com doenças crônicas não transmissíveis e sua alta prevalência em países desenvolvidos e em desenvolvimento. Neste contexto, também são crescentes as estigmatizações e as discriminações relacionadas ao corpo gordo, que se mostram temáticas relevantes por levantarem questões éticas, socioculturais e de saúde que afetam pessoas gordas. Entre as medidas para promover a perda de peso de pessoas gordas, a cirurgia bariátrica é entendida como o único método efetivo para atingir tal objetivo. No entanto, suas complicações parecem ser mais complexas do que o sucesso da perda de peso. Assim, este estudo se propõe a investigar como mulheres, que passaram pela cirurgia bariátrica, vivenciaram a construção e a reconstrução de seus corpos antes e depois do procedimento cirúrgico e também como lidaram com experiências de estigma relacionado ao corpo gordo nesses dois momentos. Serão convidadas para participar do estudo quinze mulheres autodenominadas adultas e quinze mulheres autodenominadas idosas (totalizando 30 participantes), que tiverem se submetido à cirurgia bariátrica. Esta pesquisa será centrada na etnografia. Assim, por meio de entrevistas individuais semiestruturadas, observações participantes e não participantes, serão analisadas as vivências e experiências das participantes com seus corpos e com o estigma construído socioculturalmente a partir deles. Tal investigação parece fundamental para dar voz a uma população ainda não muito escutada em estudos científicos e, assim, pode, potencialmente, trazer dados que contribuam para o cuidado e melhora da saúde dessas pessoas.