| Processo: | 07/00161-3 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de novembro de 2007 |
| Data de Término da vigência: | 30 de abril de 2010 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Farmácia - Análise e Controle de Medicamentos |
| Pesquisador responsável: | Yara Maria Lucisano Valim |
| Beneficiário: | Yara Maria Lucisano Valim |
| Instituição Sede: | Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Ribeirão Preto |
| Assunto(s): | Produtos naturais Flavonoides Lipossomos Neutrófilos |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | flavonóides | Lipossomas | neutrófilos | sistema complemento | Produtos Naturais |
Resumo
Nas reações inflamatórias, os neutrófilos têm uma importante participação no processo de fagocitose, envolvendo a produção de espécies reativas de oxigênio (EROs) e enzimas lisossomais líticas e este processo pode ser estimulado por várias formas. No entanto, as EROs e as enzimas presentes nos grânulos destas células podem, além de destruir alguns patógenos, extravasar para o meio extracelular e desencadear danos às células do próprio hospedeiro como o que ocorre nas doenças por imunocomplexos como lupus eritematoso sistêmico e artrite reumatóide. O uso de compostos naturais com ação antioxidante tem sido bastante investigado e dentre eles, destacam-se os flavonóides. Esta ação pode ser analisada in vitro, usando-se de ensaios de quimioluminescência com luminol e lucigenina. Este projeto se propõe investigar o efeito in vitro da composição de lipossomas contendo flavonóides na ativação do Sistema Complemento (SC) e no metabolismo oxidativo de neutrófilos humanos, com intuito de se obter um sistema de liberação de substâncias ativas estável e capaz de atingir o tecido ou órgão-alvo (no caso neutrófilos), uma vez que o SC tem um importante envolvimento no processo de clearance in vivo destes carreadores e que, em um estudo prévio, os flavonóides quando livres apresentaram uma atividade inibitória dependente da concentração e da estrutura sobre a produção de EROs por polimorfonucleares de coelho (MOREIRA, 2004). Além disto, o uso de lipossomas pode superar a insolubilidade destes compostos em água e permitir a preparação de formulações adequadas para administração in vivo e eventuais aplicações terapêuticas (GONIOTAKI et al, 2004). Em adição, este sistema de liberação poderá eventualmente reduzir, pela sua habilidade de alterar a farmacocinética, os IC50 dos flavonóides já obtidos quando testados na sua forma livre sobre o metabolismo oxidativo de neutrófilos (MOREIRA, 2004). (AU)
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