| Processo: | 08/55395-1 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de dezembro de 2008 |
| Data de Término da vigência: | 30 de novembro de 2010 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Imunologia |
| Pesquisador responsável: | Carla Lima da Silva |
| Beneficiário: | Carla Lima da Silva |
| Instituição Sede: | Instituto Butantan. São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Assunto(s): | Toxinas Imunidade inata |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Linfocitos B E T | Resposta Imune Especifica | Resposta Imune Inata | Toxinas |
Resumo
Os trabalhos realizados com o veneno de T. nattererí demonstraram a sua complexidade e permitiram uma caracterização toxinológica, bioquímica e farmacológica. Entretanto, ainda não dispomos de dados detalhados que expliquem a ação do veneno ou de suas toxinas no sistema imune. Com base nos dados já obtidos que mostram a manutenção de vigorosos níveis de IgG específicos por até 6 meses nos pacientes acidentados e que o veneno induz alta produção de IL-5 e de IgE total, questionamos se o veneno ou as toxinas são capazes de também induzir reação alérgica sistêmica ou resposta anafilática, assim como outros venenos de animais aquáticos ou terrestres. A resposta imunológica contra patógenos se inicia com a inflamação, caracterizada pelo recrutamento e ativação de células fagocitárias responsáveis pelo controle inicial da disseminação do patógeno. Sem controle, a inflamação fornecerá sinais fundamentais para a ativação de linfócitos T e desenvolvimento da resposta imune específica. Assim, para a melhor elucidação das ações do veneno de T. nattereri ou das Natterinas e Nattectina em um sistema tão complexo como o imune, este projeto tem como objetivo principal o estudo das respostas inata e específica. Pretendemos avaliar I) tipos de leucócitos induzidos, II) principais citocinas inflamatórias, III) quimiocinas, IV) moléculas de adesão (integrinas, selectinas e caderinas), V) metaloproteinases, VI) indução em camundongos de resposta imune de memória com diferenciação de subtipos de linfócitos T e B e VII) capacidade de indução de anafilaxia. Entendemos que os resultados obtidos fornecerão importantes dados para um melhor entendimento das interrelações entre os componentes do processo inflamatório (leucócitos, mediadores inflamatórios e a matriz extracelular) e o desencadeamento da resposta imune específica. (AU)
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