| Processo: | 12/03172-4 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de agosto de 2012 |
| Data de Término da vigência: | 31 de julho de 2014 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas |
| Pesquisador responsável: | Eliane Beraldi Ribeiro |
| Beneficiário: | Eliane Beraldi Ribeiro |
| Instituição Sede: | Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Pesquisadores associados: | Ana Paula Segantine Dornellas ; Deborah Suchecki ; Graziele Costa Santos ; Juliane Costa Silva Zemdegs ; Lila Missae Oyama ; Maria Do Carmo Pinho Franco ; Natasha Scaranello Cartolano ; Valter Tadeu Boldarine |
| Assunto(s): | Fisiologia do sistema nervoso Ovariectomia Hormônios esteroides gonadais Depressão Obesidade Menopausa |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | depressão | hormônios | Inflamação | Menopausa | obesidade | sistema nervoso | Fisiologia Endócrina |
Resumo
A obesidade e a depressão são desordens crônicas complexas das quais não se conhecem as reais causas. Constituem atualmente problemas de saúde pública e trazem imensos prejuízos à qualidade de vida. Sabe-se que a epidemia mundial de obesidade traz consigo uma gama de complicações como diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, etc. Por sua vez, a depressão tem visto sua incidência aumentar e a Organização Mundial da Saúde estimou recentemente que, em 2030, a depressão será a doença mais comum no mundo. Os países em desenvolvimento devem ser os mais afetados, sofrendo altos custos econômicos para o tratamento da doença bem como aqueles decorrentes da perda de produtividade dos indivíduos. Dados recentes indicam que este fato parece já estar ocorrendo em nosso país, com alta concentração de depressão em São Paulo. São, então, altamente importantes os esforços direcionados a aprofundar o entendimento dos distúrbios envolvidos nestas patologias. Adicionalmente, a literatura mostra que existem fortes indícios de associação entre a obesidade e a depressão, sendo a pós-menopausa um período com aumento da prevalência destas duas condições, indicando que elas estejam aí associadas. Entretanto, pouco é sabido sobre os mecanismos moleculares responsáveis por estas relações e sua compreensão seria de extrema importância, podendo fornecer subsídios para a identificação de marcadores e potenciais alvos de intervenção preventiva e terapêutica, através do apontamento dos mecanismos biológicos fundamentais de sua atuação. Muitos dos mediadores centrais que controlam os componentes homeostático e hedônico da regulação da ingestão alimentar agem no hipotálamo e hipocampo e também participam do controle de processos emocionais, com destaque para o papel do sistema serotoninérgico e outros fatores centrais. Finalmente, a ação de mediadores inflamatórios parece estar envolvida de forma importante, tanto na obesidade quanto na depressão. A partir dessas indicações, coloca-se a relevância de avaliar os mecanismos moleculares envolvidos na obesidade e depressão e sua associação. A presente proposta pretende avançar no entendimento da importante interface entre o controle central da ingestão alimentar e aspectos emocionais, e da influência de fatores nutricionais nesta interface. O tema investigado é altamente relevante na atualidade e a abordagem proposta coloca-se na fronteira da pesquisa mais atual sobre estas patologias, que necessitam ser melhor compreendidas em seus aspectos moleculares. O presente projeto objetiva pesquisar os mecanismos moleculares envolvidos na interação obesidade/depressão que se desenvolve na pós-menopausa, enfocando a participação do sistema serotoninérgico e outros mediadores da regulação central da ingestão alimentar e de mediadores do estado inflamatório central bem como a influência de fatores da dieta sobre estas relações.Utilizando o modelo de ovariectomia em ratas, avaliaremos os efeitos da deficiência de hormônios sexuais sobre:- a ingestão alimentar e peso corporal durante 8 semanas de ingestão de dieta normal, ou enriquecida com banha de porco ou com óleo de peixe, desde a ovariectomia ou falsa-ovariectomia.Ao final das 8 semanas, realizaremos: - testes comportamentais para sinais de depressão/ansiedade- medida do teor de gordura corporal- dosagens de hormônios e metabólitos séricos- medida da ingestão alimentar após a injeção intracerebroventricular de serotonina- medida do teor hipotalâmico e hipocampal de serotonina e do ácido 5-hidroxiindolacético- avaliação das expressões gênica e protéica, no hipotálamo e hipocampo:a) de mediadores envolvidos no controle da ingestão alimentar: receptores SR-1B e SR-2C, ST, NPY, AgRP, POMC, CART e receptores de leptina e de adiponectinab) de mediadores envolvidos no processo inflamatório: IL-6, IL-10, TNF-alfa, TLR2 e TLR4. (AU)
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