| Processo: | 12/09363-6 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de setembro de 2012 |
| Data de Término da vigência: | 31 de agosto de 2014 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Microbiologia - Biologia e Fisiologia dos Microorganismos |
| Pesquisador responsável: | Dario Simões Zamboni |
| Beneficiário: | Dario Simões Zamboni |
| Instituição Sede: | Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Ribeirão Preto |
| Assunto(s): | Doenças transmissíveis Doença dos legionários Patogenicidade bacteriana Legionella |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Doença dos Legionários | Doenças Infecciosas | Legionella | Modelo Murino de Infecção Pulmonar | Patogenicidade bacteriana | Sistema de secreção do tipo IV | Interação Patógeno-Hospedeiro e Microbiologia Celular |
Resumo
Bactérias do gênero Legionella foram identificadas como organismos importantes para a saúde pública em 1976 sendo agentes etiológicos de uma pneumonia severa chamada doença dos legionários. Essas infecções acontecem no mundo todo ocorrendo como casos esporádicos, surtos epidêmicos ou infecções hospitalares, essas últimas apresentam taxa de mortalidade de mais de 50%. O modelo experimental mais utilizado para investigação acerca da patogênese e respostas do hospedeiro é o de infecção pulmonar em camundongos. No entanto, a expressão de flagelina por L. pneumophila ativa vias da célula hospedeira que levam ao controle da replicação bacteriana tornando camundongos e seus macrófagos resistentes as infecções por L. pneumophila, em processo diferente do observado em humanos. Estudos recentes caracterizaram um emergente espécie do gênero chamada L. longbeachae que vem sendo responsável por cerca de 30-50% das infeções por Legionella em países do hemisfério sul. L. longbeachae é altamente virulenta e letal em modelos de infecção pulmonar em camundongos (de maneira semelhante ao observado na doença dos legionários em humanos) e o sequenciamento do seu genoma revelou ausência de flagelina e a presença de diversos genes potencialmente relacionados à patogenicidade. Diante desses achados biológicos e da relevância dessa emergente doença infecciosa em países do hemisfério sul, pretendemos utilizar um modelo de infecção murina por Legionella longbeachae para avaliar: i) genes e processos bacterianos que contribuem para a letalidade e patogênese; ii) respostas do hospedeiro que contribuem para o controle da infecção e resistência diante de pneumonias bacterianas letais como a doença dos legionários. (AU)
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