Resumo
Índices alarmantes de diabetes melito (DM) comprovam que esta doença tem se tornado um grande problema na área de saúde pública em nível mundial. Atualmente, no Brasil são cerca de seis milhões de portadores. A etiologia do diabetes ainda permanece obscura, mas sabe-se que o risco de desenvolvimento da doença é determinado por fatores genéticos e pela interferência de fatores ambientais que incluem infecções virais, produtos alimentares, toxinas, estresse e a microbiota intestinal. O DM1 caracteriza-se pela disfunção do pâncreas decorrente da destruição autoimune seletiva e localizada das células ² produtoras de insulina. Diferentemente, o DM2 é uma desordem autoinflamatória sistêmica associada à obesidade, decorrente da ativação de células da imunidade inata que leva a um quadro de resistência à insulina. Apesar destas diferenças, a resposta inflamatória direcionada a constituintes próprios configura-se como um fator determinante no desenvolvimento de ambos DM1 e DM2. Mais recentemente, foi descoberto que marcadores endógenos denominados de padrões moleculares associados à lesão (DAMPs, damage-associated molecular patterns) ou moléculas derivadas de patógenos (PAMPs, pathogen-associated molecular patterns), são reconhecidos por receptores citosólicos NLR (NOD-like receptors) resultando na produção de diversas citocinas pró-inflamatórias. Embora a inflamação represente um eixo central no desenvolvimento do DM, até o presente momento raros estudos experimentais avaliaram o papel funcional de receptores NLRs na patogênese do T1D and T2D. Inicialmente, pretendemos avaliar o papel dos receptores NLRP1 e NLRP3 na indução da resposta inflamatória e no direcionamento da imunidade adaptativa mediada por linfócitos no DM1. Em paralelo, iremos investigar a importância dos receptores NOD1 e NOD2 na modulação da imunidade inata decorrente de alterações da microbiota intestinal no DM2. Considerando a alta incidência de DM, sobretudo das suas complicações, torna-se importante a busca de novos conhecimentos sobre a imunopatogenia destas doenças. Portanto, a identificação de novos alvos moleculares poderá auxiliar na formulação e/ou implementação de estratégias terapêuticas a fim de intervir na evolução da doença, mas também melhorar a qualidade de vida de pacientes diabéticos minimizando a progressão de suas complicações. (AU)
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