| Processo: | 15/18773-1 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de março de 2016 |
| Data de Término da vigência: | 30 de setembro de 2019 |
| Área de conhecimento: | Ciências da Saúde - Medicina - Psiquiatria |
| Pesquisador responsável: | Norberto Garcia Cairasco |
| Beneficiário: | Eduardo Henrique de Lima Umeoka |
| Instituição Sede: | Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil |
| Vinculado ao auxílio: | 14/12559-5 - Transtorno de estresse pós-traumático e neuroprogressão: novas abordagens na compreensão do efeito da violência no funcionamento mental, AP.TEM |
| Bolsa(s) vinculada(s): | 16/21369-0 - Estresse na vida precoce e memórias de medo: efeitos trans-geracionais e do tratamento com compostos potencialmente terapêuticos que atuam no eixo HHA, BE.EP.PD |
| Assunto(s): | Ratos Corticosterona Depressão |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | corticosterona | depressão | Estresse Precoce | Gr | Mr | Ratos | Modelos translacionais |
Resumo Em Medicina estresse pode ser definido como o estado de um organismo para reestabelecer o equilíbrio dinâmico, que foi ameaçado ou interrompido por fatores físicos ou psicológicos. A Depressão afeta milhões de pessoas, causando um grande impacto na qualidade de vida dos pacientes. Projeções contabilizam que até 2020 haverá cerca de 121 milhões de pessoas com Depressão no mundo. O estresse parece ser um dos principais fatores ambientais que predispõem um indivíduo à depressão. Em cerca de 60% dos casos, os episódios depressivos são precedidos pela ocorrência de fatores estressantes, principalmente de origem psicossocial. Adversidades na vida precoce, como abuso, negligência e perda parental estão associadas com maior risco de desenvolvimento de depressão em seres humanos ou de comportamentos do tipo depressivo em modelos experimentais. Além do risco para desenvolvimento da depressão, estresse precoce pode alterar o curso clínico da doença e influenciar o prognóstico do tratamento. Por meio de protocolos experimentais de indução de estresse precoce, os quais predispõem animais a expressarem comportamentos do tipo depressivo durante a vida adulta iremos avaliar: a) marcadores biológicos associados a função do eixo HHA, um dos principais mediadores da resposta do estresse e fortemente associado aos quadros psiquiátricos; b) efeitos do estresse precoce sobre comportamentos do tipo depressivo e sobre a performance cognitiva; c) respostas funcionais do eixo HHA frente às estimulações farmacológicas com antagonistas e agonistas dos receptores da corticosterona num protocolo semelhante ao aplicado em pacientes Hospital Dia FMRP; d) alterações epigenéticas em resposta aos protocolos de estresse precoce; e) a influência do gênero sobre os parâmetros a serem avaliados e traçar sua correlação com os marcadores avaliados; f) as correlações entre os parâmetros endócrinos, cognitivos e moleculares com os fenótipos determinados pelos testes comportamentais e com gênero. Desse modo, esperamos ter olhar translacional mais panorâmico dos efeitos das adversidade na vida precoce sobre a vulnerabilidade para desenvolvimento da depressão, e de maneira integrativa (comportamental, cognitiva e molecular) sugerir possíveis candidatos a marcadores biológicos para depressão, de maneira a auxiliar o diagnósticos e tratamento desta condição. | |
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