| Processo: | 15/18788-9 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de dezembro de 2015 |
| Data de Término da vigência: | 31 de julho de 2019 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular |
| Pesquisador responsável: | Ronei Luciano Mamoni |
| Beneficiário: | Lívia Furquim de Castro |
| Instituição Sede: | Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Paracoccidioidomicose Ácido 3-hidroxibutírico Etanol Macrófagos Imunossupressão |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Beta-hidroxibutirato | Etanol | Imunossupressão | Macrófagos | paracoccidioidomicose | Resposta Imunológica na Paracoccidioidomicose humana. |
Resumo A paracoccidioidomicose (PCM), doença inflamatória granulomatosa sistêmica causada por fungos do gênero Paracoccidioides, acomete principalmente indivíduos imunocompetentes, sendo a principal micose sistêmica da América Latina, sobretudo no Brasil. A doença caracteriza-se por apresentar um largo espectro de manifestações clínicas, podendo ser agrupada em 2 principais formas: a forma crônica (FC) geralmente mais localizada e a forma aguda (FA), mais grave e disseminada. Essas diferentes apresentações clínicas são decorrentes de diferentes respostas imunológicas: a FA caracteriza-se pelo comprometimento da resposta imune celular, associada com uma resposta predominante Th2/Th9, composta pela produção aumentada (in vitro) de citocinas supressoras da resposta imune celular (IL-4, IL-5, IL-10, TGF-²); já a FC, caracteriza-se pela participação predominante de células Th17/Th22 (IL-17 e IL-22), além da produção de citocinas do tipo Th1 (IFN-³, TNF-± e IL-2) e quantidades variáveis de IL-10 e IL-4. Embora os tipos de resposta adaptativa associados à suscetibilidade e à resistência estejam relativamente bem estabelecidos, a forma como essas respostas são induzidas ainda precisa ser determinada. A indução da resposta adaptativa depende dos eventos que ocorrem no início da infecção, promovidos por células da resposta imunológica inata. Dentre as células que participam dos eventos iniciais na PCM (assim como em outras infecções) destacam-se os macrófagos. Fatores ambientais que interferem com a função efetora dessas células podem influenciar na polarização da resposta imunológica adaptativa e induzir a susceptibilidade do hospedeiro a várias infecções. Diversos estudos demonstram que a exposição, tanto aguda quanto crônica, ao etanol (álcool) está fortemente relacionada à supressão do sistema imunológico, interferindo com os mecanismos de resistência a doenças causadas por vários microrganismos. O consumo de etanol já foi associado a susceptibilidade a infecções pulmonares por Pneumococos, Klebsiella pneumoniae, Streptococcus pneumoniae e Mycobacterium tuberculosis. Na PCM, o etilismo é considerado fator predisponente à evolução da doença, principalmente em sua forma crônica, no entanto não existem trabalhos sobre os efeitos do etanol na resposta imunológica de células humanas ao P. brasiliensis. Este projeto tem como objetivo investigar os efeitos do etanol e dos compostos originados a partir de sua metabolização (acetaldeído, acetato de sódio, e ²-hidroxibutirato) nas funções efetoras de macrófagos em resposta ao fungo P. brasiliensis, e determinar de que maneira essa exposição influencia no desenvolvimento da resposta adaptativa. Dessa forma, esse estudo pode contribuir para o entendimento dos mecanismos envolvidos na supressão da resposta imunológica pelo etanol e a sua relação com a susceptibilidade a infecção observada em pacientes com a FC da PCM que fazem o uso de álcool. | |
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