| Processo: | 16/10461-3 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico |
| Data de Início da vigência: | 01 de julho de 2016 |
| Data de Término da vigência: | 30 de junho de 2017 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Parasitologia - Protozoologia de Parasitos |
| Pesquisador responsável: | Lucile Maria Floeter-Winter |
| Beneficiário: | Juliana Ide Aoki |
| Instituição Sede: | Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Vinculado ao auxílio: | 14/50717-1 - Estudos bioquímicos, moleculares e funcionais da relação Leishmania-macrófago, AP.TEM |
| Assunto(s): | Leishmania L-arginina |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | L-Arginina | leishmania | transportador de aminoácidos | Fisiologia de Tripanossomatídeos |
Resumo Leishmania é um parasita intracelular obrigatório, que alterna seu ciclo de vida entre o inseto vetor (forma promastigota) e o hospedeiro mamífero (forma amastigota), e é o agente causador da leishmaniose. A adaptabilidade do parasita em alternar seu ciclo de vida entre o inseto vetor e o hospedeiro mamífero envolve mudanças ambientais e submetem os parasitas a mudanças dinâmicas na morfologia, metabolismo e sinalização celular, além de acionar mecanismos de regulação gênica para permitir uma rápida adaptação às novas condições.As infecções por Leishmania levam a uma ativação específica da resposta imune. Os macrófagos, que constituem o sistema fagocítico, tem participação fundamental na infecção. O sucesso da infeção no mamífero depende da capacidade do parasita em subverter os mecanismos de defesa do macrófago e do escape de respostas do sistema imune do hospedeiro. Dentre as estratégias do sistema imune estão a participação da enzima óxido nítrico sintase induzida (NOS2). Essa enzima é importante de resposta do macrófago, e quando ativada produz citrulina e óxido nítrico (NO) a partir da oxidação da L-arginina, sendo NO uma molécula altamente reativa, efetora no combate a microrganismos invasores. Para sobreviver nos macrófagos, os parasitas do gênero Leishmania são capazes de evadir desses mecanismos de defesa. A L-arginina também é substrato para a arginase, que catalisa a produção de ureia e ornitina, precursor da via de poliaminas. A via de poliaminas é usada pela Leishmania para se replicar e é essencial para esse parasita estabelecer a infecção. A tomada de L-arginina nos macrófagos é realizada através do transportador cationic amino acid transporter 2B (CAT2B). Já a tomada desse aminoácido no parasita se dá através do transportador amino acid porter 3 (AAP3). Assim, o interesse no estudo da arginase tem sido evidente, principalmente por seu papel imunoregulatório, uma vez que pode reduzir concentrações de NO produzido por macrófagos ativados e limitar a disponibilidade de L-arginina, favorecendo a resistência de alguns patógenos aos mecanismos de defesa do hospedeiro. O mecanismo de transporte de L-arginina ainda não está totalmente claro. O nosso grupo de pesquisa já demonstrou que a enzima arginase está localizada no glicossomo de L. amazonensis. Dados da literatura ainda demostraram que o transportador AAP3 está localizado no flagelo e compartimentalizado no glicossomo de L. donovani. AAP3 já foi descrito como um transportador com alta identidade entre as espécies de Leishmania. E ainda, dados preliminares do nosso grupo demonstraram um aumento na expressão do transportador CAT2B e na expressão de genes da via de produção de poliaminas (arginase I - ARG1) levando à manutenção da infecção. Assim, o objetivo central do presente projeto é estudar o papel do transportador de aminoácidos AAP3 em L. amazonensis. | |
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