| Processo: | 17/02020-0 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de maio de 2017 |
| Data de Término da vigência: | 30 de setembro de 2019 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas |
| Pesquisador responsável: | Maria Oliveira de Souza |
| Beneficiário: | Maria Oliveira de Souza |
| Instituição Sede: | Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Assunto(s): | Insuficiência renal crônica Lesão renal aguda Angiotensina II Fisiologia renal |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | albumina e injúria de podócitos | angiotensina II | doença renal crônica | inflamação e fibrose | Injúria renal aguda | Isquemia e reperfusao renal | Fisiologia Renal |
Resumo
A doença renal crônica (DRC) é um problema de saúde pública caracterizado por alta morbidade e mortalidade e com enorme impacto social e econômico para o sistema de saúde. A injúria renal aguda (IRA) secundária ao processo de isquemia e reperfusão é uma das causas comuns para a progressão da DRC associada ao aumento da atividade do sistema renina-angiotensina, inflamação fibrose e consequente perda da função renal. Além disso, na progressão da DRC, a albuminúria decorrente de lesões na membrana basal glomerular (MBG), perda de podócitos e injúria tubular, torna-se um importante indicador de perda da função renal. Os mecanismos fisiopatológicos e de reparo tecidual, associados à transição da IRA para DRC, bem como os mecanismos celulares envolvidos na ação da albumina em podócitos são pouco conhecidos. Assim, a atual proposta que é composta por dois subprojetos, tem como objetivo investigar os mecanismos responsáveis pela transição da IRA pós-isquêmica para DRC, bem como a participação da angiotensina II (Ang II) via receptor AT1 e do PPAR³ (peroxisome proliferator-activated receptor gamma) respectivamente, na injúria e no reparo do tecido renal. Pretende-se, também, investigar os mecanismos pelos quais a albumina participa da injúria de podócitos. Métodos: No primeiro subprojeto, a transição da IRA para DRC será investigada em camundongos da linhagem C57BL/6J organizados em cinco grupos: 1) controle, 2) cirurgia fictícia; 3) com isquemia de 45 minutos por oclusão da artéria renal, seguida de reperfusão; 4) isquemia/reperfusão e tratados com telmisartan (antagonista do receptor AT1); 5) isquemia/reperfusão, tratados com telmisartan e GW9662 (inibidor do PPAR³). A progressão da injúria renal será avaliada nos períodos de 48 horas, 4, 14 e 28 dias após a isquemia e reperfusão renal. Neste estudo será investigada a contribuição da Ang II, do PPAR³ e das enzimas NADPH oxidases na síntese de fatores associados ao estresse de retículo endoplasmático, fatores inflamatórios, fibróticos e apoptóticos, assim como os fatores de reparo do tecido renal. No segundo subprojeto, será investigada a contribuição dos receptores megalina/cubilina na endocitose de albumina e o efeito da albumina intracelular na injúria de podócitos, considerando a participação das enzimas NADPH oxidases e do estresse de retículo endoplasmático. As metodologias aplicadas consistem de avaliação da pressão de cauda por pletismografia, clearance de creatinina, avaliação das concentrações hormonais no plasma, medidas hidroeletrolíticas por fotometria de chama e osmômetro, PCR quantitativo (qPCR) para avaliar a expressão de RNAm, Western blotting, para avaliar a expressão proteica, imuno-histoquimica e imunofluorescência para avaliar a distribuição de proteínas nas diferentes porções do tecido renal. A análise estatística dos dados será realizada por análise de variância (ANOVA) de uma ou duas vias, completamente randomizada, seguida pelo teste post-hoc de Bonferroni, realizados a partir do programa GraphPad Prism Software. Valores de p<0.05 serão considerados estatisticamente significativos e os resultados serão apresentados como um valor médio ± erro padrão. Os desafios da atual proposta serão apontar os fatores e mecanismos associados à transição da IRA pós-isquêmica para DRC, incluindo o efeito da albumina na injúria de podócitos, e propor estratégias para a prevenção e terapia dessa doença. (AU)
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