| Processo: | 18/17353-7 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de fevereiro de 2019 |
| Data de Término da vigência: | 31 de janeiro de 2021 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Microbiologia - Biologia e Fisiologia dos Microorganismos |
| Pesquisador responsável: | Tânia Aparecida Tardelli Gomes do Amaral |
| Beneficiário: | Tânia Aparecida Tardelli Gomes do Amaral |
| Instituição Sede: | Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Pesquisadores associados: | Ana Carolina de Mello Santos Gheller ; Ivan Nicolau Falsetti ; Mônica Aparecida Midolli Vieira ; Rosa Maria Silva |
| Assunto(s): | Virulência Bacteriologia Escherichia coli uropatogênica |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Escherichia coli diarreiogênica | Escherichia coli uropatogênica | Infecção urinária | Patogenicidade | UPEC híbridas | Bacteriologia |
Resumo
Alguns clones adaptados de Escherichia coli transportam genes que codificam propriedades que lhes permitem colonizar diferentes sítios do hospedeiro, favorecendo o estabelecimento de infecções intestinais ou extraintestinais. Infecções intestinais são causadas por diferentes patotipos de E. coli diarreiogênica (DEC), enquanto as extraintestinais são causadas por cepas de E. coli patogênica extraintestinal (ExPEC). Cepas de ExPEC isoladas de infecção no trato urinário (ITU) (cistites e/ou pielonefrites) são também classificadas como E. coli uropatogênica (UPEC). Relatos recentes têm demonstrado que certos genes de virulência, localizados em Ilhas de Patogenicidade ou plasmídeos, podem ser transferidos de cepas de DEC para ExPEC ou vice-versa, levando à formação de cepas híbridas, as quais teriam potencial de causar infecções extraintestinais mais graves ou mesmo acompanhadas de infecções intestinais. Porém, desconhecemos estudos que avaliem o potencial de colonização das UPEC híbridas e determinem sua diversidade genotípica e fenotípica. Neste estudo, será avaliada a ocorrência de cepas de UPEC híbridas em pacientes com cistite, pielonefrite e infecções urinárias assintomáticas. Cepas híbridas e não híbridas serão comparadas quanto a sorotipos, grupos filogenéticos e clonais, presença de plasmídeos, produção de biofilmes e capacidade aderente in vitro. Como parte das ITUs é causada por cepas oriundas das fezes, cepas de UPEC híbridas também serão pesquisadas nas fezes dos pacientes estudados e avaliadas quanto a eventual relação com ocorrência de diarreia. Uma análise comparativa do genoma de cepas híbridas selecionadas também será realizada. O conhecimento gerado contribuirá para se elucidar a patogênese de UPECs híbridas, eventuais sítios preferenciais de colonização e capacidade de gerar infecções intestinais no mesmo hospedeiro, favorecendo um manejo mais adequado dessas doenças de extrema relevância mundial. (AU)
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