| Processo: | 19/11776-6 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de julho de 2020 |
| Data de Término da vigência: | 30 de junho de 2022 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica |
| Pesquisador responsável: | Samuel Katsuyuki Shinjo |
| Beneficiário: | Samuel Katsuyuki Shinjo |
| Instituição Sede: | Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Assunto(s): | Reumatologia Doenças musculares Doenças autoimunes Polimiosite Dermatomiosite Neuromodulação Terapia por estimulação elétrica Estimulação transcraniana por corrente contínua |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | dermatomiosite | Doenças autoimunes sistêmicas | estimulação eletrica transcraniana | miopatias autoimunes sistêmicas | neuromodulação cerebral | polimiosite | Reumatologia |
Resumo
Miopatias autoimunes sistêmicas (MAS) são doenças reumáticas raras caracterizadas clinicamente pela fraqueza muscular progressiva, simétrica e de predomínio proximal dos membros. Podem ainda cursar com acometimento articular, pulmonar, cardíaco e do trato gastrintestinal. Apesar de tratamento medicamento e orientação quanto à realização de exercícios físicos regulares, é notável a alta frequência de fadiga e dor crônica nesses pacientes. Esses fatores, por sua vez, prejudicam a capacidade funcional e qualidade de vida, gerando um mecanismo de ciclo vicioso entre esses parâmetros. Assim sendo, torna-se relevante estabelecer estratégias terapêuticas que possam resultar em uma diminuição e/ou na quebra deste ciclo vicioso. Diversos estudos têm mostrado a eficácia do uso de neuromodulação não-invasiva transcraniana (por exemplo: estimulação elétrica transcraniana de corrente contínua - tDCS) em diversas doenças para a diminuição da fadiga, modulação e redução da dor, e consequente melhoria da capacidade funcional e da qualidade de vida. Entretanto, até o presente momento, não há estudos avaliando a segurança e o benefício de tDCS em pacientes com MAS estáveis. Neste contexto, o nosso grupo iniciou dois estudos, cujos resultados preliminares tem mostrado que 3 sessões consecutivas de tDCS é seguro, sem levar a reativação das MAS.O presente projeto tem como objetivo realizar um maior número de sessões de tDCS, associado aos exercícios físicos, em pacientes com MAS, em diferentes fases de atividade da doença. Será avaliada, além da segurança, a eficácia da técnica (dor local e difusa, fadiga, funcionalidade global, mobilidade, equilíbrio, força muscular, capacidade funcional e qualidade de vida). Esta combinação de técnicas central e periférica, pode resultar em uma maior conectividade da rede neural, promovendo efeitos adicionais sobre a excitabilidade muscular, contribuindo, assim, na diminuição da dor percebida e da fadiga, e resultando em maior recrutamento muscular, melhora da força, função muscular, mobilidade e equilíbrio. Em síntese, uma melhora da capacidade funcional e da qualidade de vida esperada em pacientes com MAS pode indicar a utilização destas técnicas para a prática clínica e reumatológica. Além disto, como um ponto relevante, é possível que este protocolo possa ser estendido a outras doenças autoimunes sistêmicas, visando os mesmos benefícios propostos no presente estudo. (AU)
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