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Impacto e segurança da neuromodulação cerebral não-invasiva em pacientes com doenças autoimunes sistêmicas: estudo duplo cego, randomizado e placebo-controlado

Resumo

Miopatias autoimunes sistêmicas (MAS) são doenças reumáticas raras caracterizadas clinicamente pela fraqueza muscular progressiva, simétrica e de predomínio proximal dos membros. Podem ainda cursar com acometimento articular, pulmonar, cardíaco e do trato gastrintestinal. Apesar de tratamento medicamento e orientação quanto à realização de exercícios físicos regulares, é notável a alta frequência de fadiga e dor crônica nesses pacientes. Esses fatores, por sua vez, prejudicam a capacidade funcional e qualidade de vida, gerando um mecanismo de ciclo vicioso entre esses parâmetros. Assim sendo, torna-se relevante estabelecer estratégias terapêuticas que possam resultar em uma diminuição e/ou na quebra deste ciclo vicioso. Diversos estudos têm mostrado a eficácia do uso de neuromodulação não-invasiva transcraniana (por exemplo: estimulação elétrica transcraniana de corrente contínua - tDCS) em diversas doenças para a diminuição da fadiga, modulação e redução da dor, e consequente melhoria da capacidade funcional e da qualidade de vida. Entretanto, até o presente momento, não há estudos avaliando a segurança e o benefício de tDCS em pacientes com MAS estáveis. Neste contexto, o nosso grupo iniciou dois estudos, cujos resultados preliminares tem mostrado que 3 sessões consecutivas de tDCS é seguro, sem levar a reativação das MAS.O presente projeto tem como objetivo realizar um maior número de sessões de tDCS, associado aos exercícios físicos, em pacientes com MAS, em diferentes fases de atividade da doença. Será avaliada, além da segurança, a eficácia da técnica (dor local e difusa, fadiga, funcionalidade global, mobilidade, equilíbrio, força muscular, capacidade funcional e qualidade de vida). Esta combinação de técnicas central e periférica, pode resultar em uma maior conectividade da rede neural, promovendo efeitos adicionais sobre a excitabilidade muscular, contribuindo, assim, na diminuição da dor percebida e da fadiga, e resultando em maior recrutamento muscular, melhora da força, função muscular, mobilidade e equilíbrio. Em síntese, uma melhora da capacidade funcional e da qualidade de vida esperada em pacientes com MAS pode indicar a utilização destas técnicas para a prática clínica e reumatológica. Além disto, como um ponto relevante, é possível que este protocolo possa ser estendido a outras doenças autoimunes sistêmicas, visando os mesmos benefícios propostos no presente estudo. (AU)

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Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
DOS SANTOS, ALEXANDRE MOURA; MISSE, RAFAEL GIOVANI; PIRES BORGES, ISABELA BRUNA; BUORO PERANDINI, LUIZ AUGUSTO; SHINJO, SAMUEL KATSUYUKI. Physical exercise for the management of systemic autoimmune myopathies: recent findings, and future perspectives. CURRENT OPINION IN RHEUMATOLOGY, v. 33, n. 6, p. 563-569, NOV 2021. Citações Web of Science: 0.
MISSE, RAFAEL GIOVANI; BORGES, ISABELA BRUNA PIRES; DOS DANTOS, ALEXANDRE MOURA; GUPTA, LATIKA; SHINJO, SAMUEL KATSUYUKI. Effect of exercise training on fatigue and pain in patients with systemic autoimmune myopathies: A systematic review. AUTOIMMUNITY REVIEWS, v. 20, n. 10 OCT 2021. Citações Web of Science: 1.

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