| Texto completo | |
| Autor(es): |
Ana Paula Bortoletto Martins
[1]
;
Renata Bertazzi Levy
;
Rafael Moreira Claro
;
Jean Claude Moubarac
[4]
;
Carlos Augusto Monteiro
[5]
Número total de Autores: 5
|
| Afiliação do(s) autor(es): | [1] Universidade de Sao Paulo. Faculdade de Saude Publica. Nucleo de Pesquisas Epidemiologicas em Nutricao e Saude - Brasil
[4] Universidade de Sao Paulo. Faculdade de Saude Publica. Nucleo de Pesquisas Epidemiologicas em Nutricao e Saude - Brasil
[5] Universidade de Sao Paulo. Faculdade de Saude Publica. Nucleo de Pesquisas Epidemiologicas em Nutricao e Saude - Brasil
Número total de Afiliações: 5
|
| Tipo de documento: | Artigo Científico |
| Fonte: | Revista de Saúde Pública; v. 47, n. 4, p. 656-665, 2013-08-00. |
| Resumo | |
OBJETIVO Estimar tendências temporais do consumo domiciliar de itens alimentícios no Brasil, levando em conta a extensão e o propósito do seu processamento industrial. MÉTODOS Os dados analisados são provenientes de Pesquisa de Orçamentos Familiares realizadas no Brasil em 1987-1988, 1995-1996, 2002-2003 e 2008-2009. Foram analisadas amostras probabilísticas dos domicílios das áreas metropolitanas em todos os períodos mencionados e, nas duas amostras mais recentes, a abrangência foi nacional. As unidades de análise foram registros de aquisições de agregados de domicílios. Os itens alimentícios foram divididos segundo extensão e propósito de seu processamento industrial em: alimentos in natura ou minimamente processados, ingredientes culinários processados e produtos alimentícios prontos para consumo, processados ou ultraprocessados. A quantidade adquirida de cada item foi convertida em energia. Estimaram-se a disponibilidade diária total per capita de calorias e a contribuição dos grupos de alimentos em cada pesquisa. Calcularam-se estimativas por quintos de renda para as pesquisas nacionais. Variações temporais foram testadas por teste de diferença de médias e modelos de regressão linear. RESULTADOS Houve aumento significativo da participação de produtos prontos para o consumo (de 23,0% para 27,8% das calorias), graças ao aumento no consumo de produtos ultraprocessados (de 20,8% para 25,4%) entre 2002-2003 e 2008-2009. Houve redução significativa na participação de alimentos e de ingredientes culinários nesse período. O aumento da participação de produtos ultraprocessados ocorreu em todos os estratos de renda. Observou-se aumento uniforme da participação calórica de produtos prontos para o consumo em áreas metropolitanas, novamente à custa de produtos ultraprocessados e acompanhada por reduções na participação de alimentos in natura ou minimamente processados quanto de ingredientes culinários. CONCLUSÕES Produtos ultraprocessados apresentam participação crescente na dieta brasileira, evidenciada desde a década de 1980 nas áreas metropolitanas e confirmada para todo o País na década de 2000. (AU) | |
| Processo FAPESP: | 11/08425-5 - Tendência temporal do consumo de alimentos ultra-processados: um estudo comparativo internacional. |
| Beneficiário: | Jean-Claude Moubarac |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado |
| Processo FAPESP: | 10/17080-9 - Impacto do Programa Bolsa Família sobre a aquisição de alimentos em famílias brasileiras de baixa renda |
| Beneficiário: | Ana Paula Bortoletto Martins |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |
| Processo FAPESP: | 10/08421-7 - Influência dos preços dos alimentos e da renda familiar sobre a participação de alimentos ultra-processados na dieta |
| Beneficiário: | Rafael Moreira Claro |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado |