| Processo: | 17/10016-2 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de novembro de 2017 |
| Data de Término da vigência: | 31 de outubro de 2019 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Farmácia - Farmacotecnia |
| Pesquisador responsável: | Marlus Chorilli |
| Beneficiário: | Marlus Chorilli |
| Instituição Sede: | Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFAR). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Araraquara |
| Pesquisadores associados: | Maria Palmira Daflon Gremião |
| Assunto(s): | Neoplasias uterinas Infecções por Papillomavirus Antineoplásicos Nanotecnologia Peptídeos Sistemas de liberação de medicamentos Administração intravaginal |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Administração vaginal | câncer cervical | mucoadesão | Nanotecnologia Farmacêutica | peptídeos | Sistemas precursores de cristais líquidos | Nanotecnologia Farmacêutica |
Resumo
O câncer cervical, um tipo de tumor maligno que acomete a parte inferior do útero, é o terceiro tumor mais frequente em mulheres, causado principalmente pela infecção persistente por alguns tipos oncogênicos do Papilomavírus Humano (HPV). Apesar da capacidade de diagnóstico e prevenção ter evoluído nas últimas décadas por meio de vacinas contra o HPV e de exames de Papanicolau, o câncer cervical ainda é muito incidente na população feminina, principalmente de baixa renda, que não tem acesso a esses recursos. Assim, recorre-se ao tratamento que envolve radioterapia, cirurgia ginecológica e quimioterapia, os quais provocam uma série de inconvenientes como a remoção do útero e ovários, além dos efeitos colaterais com a administração dos quimioterápicos convencionais, como vômitos, náuseas e queda de cabelos. Dessa forma, a busca por moléculas bioativas para tornar o tratamento do câncer cervical mais funcional e clinicamente viável torna-se necessária. Assim, a descoberta de fármacos peptídicos, como o CTT1, que mostrou ação antitumoral in vitro e in vivo pela inibição das metaloproteinases de matriz (MMP), enzima muito expressa por células tumorais cervicais, é uma estratégia interessante para terapia antitumoral do câncer cervical. No entanto, o uso clínico de peptídeos enfrenta muitos desafios, decorrentes principalmente de suas características físico-químicas e baixa biodisponibilidade oral, o que implica na administração pela via parenteral, o que resulta em baixa adesão dos pacientes ao tratamento devido à necessidade de repetidas injeções, que podem provocar tromboflebite e necrose tecidual. Assim, a estratégia de incorporá-lo em um sistema de liberação para administração vaginal visando o tratamento localizado pode possibilitar um tratamento adequado, seguro e efetivo para o câncer cervical, uma vez que a mucosa vaginal apresenta uma série de vantagens, dentre elas, alta permeabilidade e alta irrigação sanguínea. Dentre os sistemas de liberação de fármacos, os sistemas nanoestruturados precursores de cristais líquidos (SPCL) com adjuvantes poliméricos catiônicos mucoadesivos surgem como uma valiosa estratégia para administração vaginal do CTT1 a fim de fornecer uma liberação controlada e a vetorização do peptídeo. Portanto, esse projeto tem como objetivo desenvolver um SPCL constituído por álcool cetílico etoxilado 20 e propoxilado 5, ácido oleico e fase aquosa contendo dispersão polimérica de quitosana associada ou não à polietilenoimina para administração vaginal do peptídeo CTT1 e, posteriormente, investigar a ação citotóxica in vitro e in vivo das formulações. Desta forma, pretende-se desenvolver um sistema de liberação nanoestruturado para potencial aplicação no tratamento do câncer cervical. (AU)
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