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Pesquisa e desenvolvimento para a obtenção de miniemulsões usando extratos bioativos do bagaço de maracujá (Passiflora edulis) para aplicação na indústria de cosméticos

Processo: 18/00450-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE
Vigência: 01 de fevereiro de 2019 - 31 de janeiro de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia - Farmacognosia
Pesquisador responsável:Philipe dos Santos
Beneficiário:Philipe dos Santos
Empresa:Rubian Xtract Serviços Ltda
Município: Campinas
Pesquisadores principais: Marcio Lopes
Pesq. associados:Julian Martínez ; Juliane Viganó ; Wagner Soares Ramos
Vinculado ao auxílio:16/15023-4 - Pesquisa e desenvolvimento para a obtenção de miniemulsões usando extratos bioativos do bagaço de maracujá (Passiflora edulis) para aplicação na indústria de cosméticos e farmacêutica, AP.PIPE
Assunto(s):Fitoquímica  Cosmecêuticos  Cosméticos  Antioxidantes  Emulsões  Envelhecimento da pele  Compostos bioativos  Passiflora 

Resumo

O presente projeto será conduzido pela Rubian Xtract Serviços Ltda., empresa incubada na INOVA/UNICAMP. A pesquisa tem como objetivo desenvolver miniemulsões, a partir de extratos do bagaço de maracujá (Passiflora edulis), e estudar o desempenho dessas miniemulsões como agentes de antienvelhecimento celular. Os extratos serão obtidos por técnicas limpas, como são as tecnologias que utilizam gás carbônico supercrítico e líquidos pressurizados (etanol e água). Os extratos serão produzidos por extração sequencial para obter compostos apolares e polares. Para tanto, uma unidade laboratorial sequencial será construída. O extrato apolar do bagaço do maracujá, que contém ácidos graxos polinsaturados, tocotrienóis, tocoferóis e carotenoides, será usado para compor a fase oleosa das miniemulsões. Já o extrato polar do bagaço do maracujá, rico em compostos fenólicos, será usado para compor a fase aquosa. De maneira geral, com base nos resultados obtidos até o presente momento, projeto PIPE Fase 1, pode-se afirmar que os extratos obtidos através das técnicas limpas de extração, extração com fluidos supercríticos (SFE) e extração com líquidos pressurizados (PLE), apresentam alta capacidade antioxidante e concentrações elevadas de compostos bioativos, como piceatannol, tocóis, ácidos graxos e carotenoides. Além disso, os métodos de extrações empregados demonstram-se tecnicamente eficazes. Do mesmo modo, o processo de emulsificação demonstrou-se eficaz para a obtenção de miniemulsões estáveis cineticamente. Por fim, demonstrou-se que as miniemulsões contendo compostos bioativos do bagaço de maracujá foram capazes de promover a proliferação celular de queratinócitos humanos, inibir a enzima que degrada a elastina (elastase) e manter/promover a síntese de colágeno. Baseado nessas afirmações, as miniemulsões propostas apresentam viabilidade científica para a aplicação como insumo em produtos cosméticos. Apesar dos avanços obtidos no projeto PIPE Fase 1, novos desafios surgiram, como por exemplo, a dificuldade de padronizar o bagaço de maracujá, e a dificuldade de padronizar e reproduzir o método de emulsificação para obtenção de diâmetro de gotícula e polidispersidade adequadas a aplicação cosmética. Um ponto importante, encontrado durante o curso PIPE Empreendedor oferecido pela FAPESP, especificamente ao longo das entrevistas com players da área de atuação do negócio, foi a importância de se ter um produto eficaz. Desta maneira, novos estudos deverão ser elaborados com o intuito de demonstrar a eficácia das miniemulsões, logo os estudos de melanogênse e expressão gênica tornam-se imprescindíveis para a futura comercialização do produto. Assim sendo, acredita-se que tais desafios poderão ser superados com o projeto proposto para Fase 2, fornecendo informações essenciais para a comercialização dos futuros produtos. (AU)