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Incidência, fatores de risco, mecanismos patogênicos e prevenção de distúrbios neurocognitivos (HAND) entre indivíduos infectados com HIV-1

Processo: 18/07239-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Temático
Vigência: 01 de outubro de 2019 - 30 de setembro de 2024
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Jorge Simão do Rosário Casseb
Beneficiário:Jorge Simão do Rosário Casseb
Instituição-sede: Instituto de Medicina Tropical de São Paulo (IMT). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Augusto Cesar Penalva de Oliveira ; Shirley Cavalcante Vasconcelos ; Simone Kashima Haddad
Assunto(s):Infectologia  HIV  Doenças do sistema nervoso  Transtornos neurocognitivos  Biomarcadores  Fatores de risco 

Resumo

A prognóstico da HAND apresenta uma difícil abordagem, especialmente na primeira fase da doença, o que pode impedir o tratamento precoce e a prevenção de formas mais graves. O HIV pode permanecer latente no SNC por muitos anos e a infecção subclínica associada a comorbidades (por exemplo, síndrome metabólica, uso de drogas e Hepatite C), bem como o envelhecimento, podem levar à ativação, e inflamação imune crônica de baixo grau. Os efeitos imunológicos e a possibilidade de desenvolver alterações neurocognitivas devido à infecção pelo HIV não são descartados, apesar da supressão do RNA viral no sangue periférico e Líquido Cefalorraquidiano (LCR). Alguns autores argumentam que um maior índice de penetração de drogas (CPE) no SNC poderia estar associado a uma maior chance de carga viral indetectável no SNC, bem como a um melhor funcionamento cognitivo. No entanto, existem várias hipóteses, assim, estudos mais específicos são necessários. Esta proposta visa combinar vários estudos anteriores que descrevem fatores virológicos e imunológicos que poderiam ser considerados marcadores de potenciais de diagnóstico, bem como fatores mais recentemente identificados. A proposta também abrangerá a resposta à ART, como o uso de inibidores de integrase, que atualmente são vistos como padrão-ouro na terapia anti-HIV. Objetivo específico 1: determinar a prevalência e características de distúrbios neurológicos entre indivíduos infectados com HIV-1 em um seguimento de longo prazo; (1A) caracterizar a natureza dos defeitos neurológicos e cognitivos em controles infectados e não infectados com HIV-1, usando testes neurológicos e anormalidades de MRI em pacientes com e sem comprometimento cognitivo; (1B) correlacionar as anormalidades radiológicas na ressonância magnética funcional cerebral com o tipo e gravidade de anormalidades neurológicas e/ou comprometimento cognitivo entre indivíduos infectados pelo HIV; (1C) avaliar o nível de comprometimento cognitivo em indivíduos infectados pelo HIV-1 e não infectados; (1D) avaliar o uso de inibidores da integrase como uma ferramenta de tratamento para controlar o desenvolvimento da HAND. Objetivo específico 2: avaliar os correlatos virológicos e imunológicos da disfunção neurológica e cognitiva em indivíduos infectados pelo HIV-1; (2A) identificar biomarcadores de sangue para indivíduos com distúrbios neurológicos ou comprometimento cognitivo; (2B) avaliar a ativação imune celular em indivíduos com e sem distúrbios neurológicos ou comprometimento cognitivo devido à HAND; (2C) determinar marcadores virológicos que podem estar associados a distúrbios neurológicos ou comprometimento cognitivo. (AU)