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Proteômica e funcionalidade da HDL na doença renal crônica do diabete melito: associação com produtos de glicação avançada

Processo: 17/18545-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de abril de 2018
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Marisa Passarelli
Beneficiário:Monique de Fatima Mello Santana
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Aterosclerose

Resumo

Produtos de glicação avançada (AGEs) são prevalentes na doença renal crônica, independentemente da presença de hiperglicemia. Eles são formados em decorrência da falha na destoxificação de compostos dicarbonila, precursores dos AGE, frente à perda gradual da função renal e do estresse oxidativo. Os AGEs alteram o metabolismo de lípides e lipoproteínas e se associam independentemente com o risco cardiovascular. Além disso, favorecem a inflamação e o estresse oxidativo que agravam o desenvolvimento da DRC. A albumina-AGE, isolada de portadores de DM com controle glicêmico inadequado, altera a homeostase de lípides em macrófagos contribuindo para o acúmulo intracelular de colesterol. As concentrações de colesterol ou apo A-I na HDL são utilizadas como métricas para quantificação da proteção cardiovascular conferida por esta lipoproteína. Entretanto, modificações químicas em componentes proteicos ou lipídicos das HDL e alteração em proteínas carregadas pela partícula podem conferir, independentemente da concentração de colesterol e apo A-I, prejuízo em sua função antiaterogênica. Nossa hipótese é de que a evolução da doença renal diabética (DRD) condicione, independentemente de alteração no controle glicêmico (hemoglobina glicada), prejuízo das propriedades antiaterogênicas da HDL. Sendo assim, o objetivo deste projeto é avaliar, em pacientes portadores de DRD em diferentes estágios da perda de função renal, mas com controle glicêmico semelhante, pareados com indivíduos saudáveis, a composição, proteômica da HDL e sua habilidade em mediar a remoção de lípides celulares, inibir a inflamação e mediar a vasodilatação. A HDL será isolada do plasma de diabéticos tipo 2 em diferentes estágios da DRD e testada, em comparação aquela obtida de indivíduos saudáveis (pareados por sexo e idade) quando à remoção de 14C-colestrol de macrófagos, atividade anti-inflamatória promovida por lipopolissacarídeos e vasodilatação de anéis de aorta de camundongos. Os achados ajudarão a elucidar a modificação da HDL na DRD em associação à proteômica desta lipoproteína, como preditor de risco cardiovascular na perda gradual da função renal. (AU)