| Processo: | 15/21072-5 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de julho de 2016 |
| Data de Término da vigência: | 31 de dezembro de 2018 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica |
| Pesquisador responsável: | Marisa Passarelli |
| Beneficiário: | Marisa Passarelli |
| Instituição Sede: | Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Pesquisadores associados: | Adriana Machado Saldiba de Lima ; Márcia Silva Queiroz ; Maria Lucia Cardillo Corrêa Giannella |
| Assunto(s): | Endocrinologia Aterosclerose Diabetes mellitus Produtos finais de glicação avançada Albuminas Estresse oxidativo Transporte reverso de colesterol Microvasos Doenças cardiovasculares Fatores de risco |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | aterosclerose | diabete melito | glicação | Inflamação | transporte reverso de colesterol | Endocrinologia |
Resumo
A formação de produtos de glicação avançada (AGE) é prevalente na hiperglicemia, mas também em condições de falha na destoxificação de compostos intermediários da reação, o que intensifica o insulto carbonila na doença renal diabética. A albumina modificada por glicação avançada (alb-AGE) associa-se independentemente com o risco cardiovascular no diabete melito (DM) e na doença renal. Em macrófagos, a alb-AGE aumenta o estresse oxidativo e de retículo endoplasmático e sensibiliza estas células à estimulação inflamatória por calgranulinas e lipopolissacarídeos. Estes eventos vinculam-se à redução do efluxo de colesterol por apo A-I e HDL, graças à diminuição, respectivamente, do conteúdo dos receptores ABCA-1 e ABCG-1, com prejuízo no transporte de colesterol do leito arterial ao fígado. Recentemente, evidenciamos que a alb-AGE, isolada do soro de portadores de DM tipo 1 e 2 com controle glicêmico inadequado reduz a remoção de colesterol celular e favorece o acúmulo intracelular de lípides por aumentar a degradação do receptor ABCA-1. De modo semelhante, a albumina-AGE, isolada de ratos urêmicos, prejudica o transporte reverso de colesterol (TRC) de macrófagos. AGE e estresse oxidativo constituem bases da memória metabólica, a qual fundamenta a manutenção do risco elevado de complicações do DM previamente descompensado, mesmo após a normalização da glicemia. Nossa hipótese é de que os efeitos deletérios da alb-AGE sobre o TRC em macrófagos possam perdurar, mesmo após a retirada do insulto glicoxidativo e que a regularização do controle glicêmico dos pacientes - refletida pela redução do conteúdo de AGE na albumina - possa prevenir esse evento. Considerando-se a geração prevalente de AGE na DRC, é possível que a modificação gradativa da albumina sérica por glicação, de acordo com diferentes estágios de evolução da nefropatia diabética, possa condicionar efeitos biológicos distintos e crescentes em macrófagos, exacerbando o risco cardiovascular. Finalmente, testaremos a hipótese de que o grau de complicações microvasculares do DM 1 (retinopatia, nefropatia, neuropatia) vincule-se à perda da função antioxidante e vasodilatadora das HDL, independentemente do HDL colesterol. Os achados contribuirão para compreensão do efeito da alb-AGE sobre o fluxo de lípides em macrófagos e aterogênese, com base no efeito legado e o papel do controle glicêmico na modulação do risco cardiovascular no DM. (AU)
| Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre o auxílio: |
| Mais itensMenos itens |
| TITULO |
| Matéria(s) publicada(s) em Outras Mídias ( ): |
| Mais itensMenos itens |
| VEICULO: TITULO (DATA) |
| VEICULO: TITULO (DATA) |