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Papel do oncogene YAP1 no processo de tumorigênese e metástase e efeito de seu inibidor verteporfina nos tumores adrenocorticais pediátricos

Processo: 17/17737-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de julho de 2018
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Pesquisador responsável:Sonir Roberto Rauber Antonini
Beneficiário:Candy Christie Bellido More
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Endocrinologia pediátrica   Neoplasias do córtex suprarrenal   Oncogenes   Transformação celular neoplásica   Metástase   Processos de crescimento celular   Expressão gênica

Resumo

Os Tumores Adrenocorticais pediátricos (TACs) são raros e se apresentam com mais frequência em crianças menores de 5 anos. Atualmente, a remoção cirúrgica tumoral é o tratamento de escolha para estes pacientes, sendo efetivo apenas nos primeiros estágios da doença. Logo, faz-se necessária a identificação de novos alvos terapêuticos para tratar a pacientes com a doença em etapas avançadas ou recidivante. O oncogene YAP1, importante efetor da via Hippo, se encontra hiperexpresso em diversos tipos de Câncer e está associado ao processo de transição epitélio-mesenquinal, que é muito importante para o desenvolvimento de metástases. Em recente trabalho realizado em nosso laboratório, verificou-se que o YAP1 está hiperexpresso em nível gênico e proteico nos TAC pediátricos, além de estar relacionado com o pior desfecho da doença. Objetivo: Avaliar o envolvimento do YAP1 em processos de crescimento e proliferação celular, relacionados com a formação do tumor, bem como na transição epitélio-mesenquimal e invasão celular, relacionados com o desenvolvimento de metástases. Avaliar in vivo o efeito da inibição do YAP1 por meio do fármaco verteporfina sobre a tumorigênese e a formação de metástase. Metodologia: A linhagem celular NCI-H295 e culturas secundárias provenientes de TACs pediátricos serão submetidas ao silenciamento gênico do YAP1 e ao tratamento com verteporfina, inibidor farmacológico da atividade de YAP1, e serão avaliadas a proliferação e apoptose celular, progressão do ciclo celular, invasão e crescimento celular. Adicionalmente, as linhagens celulares serão implantadas pela via subcutânea e injetadas na veia da cauda do camundongo imunodeficientes, que serão tratados com verteporfina, para avaliar o potencial de inibir o crescimento tumoral e o desenvolvimento de metástase. É conhecido que o YAP1 está ativado quando desfosforilado e translocado ao núcleo celular. Por esta razão, serão avaliados o estado de fosforilação de YAP1 bem como sua localização subcelular nas linhagens celulares, nos tumores resultantes dos estudos in vivo e em amostras de TAC pediátricos e por imunofluorescência e imunoistoquímica, respectivamente. Será feita a análise in silico sobre o perfil mutacional e de expressão gênica do YAP1, seus genes alvo e genes da via Hippo nos bancos públicos de dados genômicos de TACs (TCGA e GEO). Finalmente, será avaliado o perfil de expressão gênica e proteica da via Hippo, da beta-catenina e de marcadores de transição epitélio-mesenquimal nas linhagens celulares e nos tumores obtidos do modelo xenográfico murino após os tratamentos propostos. (AU)