Resumo
A inserção mais significativa da mulher no mercado de trabalho e a maior expectativa de vida têm aumentado a preocupação de profissionais da saúde com relação à prevenção e ao tratamento das doenças cardiovasculares (DCV) no sexo feminino, principalmente após a menopausa. Considerando o importante papel da disautonomia e do aumento do estresse oxidativo como fatores de risco para DCV, intervenções que atenuem tais disfunções têm sido vistas como potenciais estratégias no manejo do risco cardiovascular. Apesar do consenso sobre os benefícios do treinamento físico, os efeitos dessa abordagem e a presença de diferentes fatores de risco cardiovascular ainda não foram totalmente comprovados, e os mecanismos fisiológicos envolvidos nesses benefícios foram muito pouco estudados no sexo feminino. Dessa forma, o presente projeto tem por objetivo investigar os efeitos de abordagens não farmacológicas (treinamento físico) e/ou farmacológicas (reposição hormonal e tratamento com sinvastatina) nas funções cardiovasculares (PA e PC) e autonômica (VFC e VPAS, sensibilidade dos pressorreceptores e controle autonômico da FC e sua relação com alterações no estresse oxidativo (QL, TBARS, glutationa total e reduzida, enzimas antioxidantes etc.) em ratas fêmeas saudáveis e submetidas à privação dos hormônios ovarianos e a diferentes fatores de risco cardiovascular (hipertensão, dislipidemia, resistência à insulina) comumente observados em mulheres após a menopausa. Os resultados poderão embasar a busca de intervenções mais precisas e específicas para a prevenção e manejo da doença cardiovascular no sexo feminino. (AU)
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