| Processo: | 13/21722-4 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de março de 2014 |
| Data de Término da vigência: | 31 de outubro de 2016 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas |
| Pesquisador responsável: | Jose Donato Junior |
| Beneficiário: | Isadora Clivatti Furigo |
| Instituição Sede: | Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Neurofisiologia Sistema nervoso central Diabetes mellitus Leptina Prolactina Obesidade |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | diabetes | Leptina | obesidade | Prolactina | Snc | Neurofisiologia |
Resumo O diabetes mellitus é uma doença metabólica caracterizada por disfunções no metabolismo de glicose, aminoácidos e ácidos graxos. Embora a maioria das drogas utilizadas para o tratamento do diabetes mellitus tipo 2 (TD2M) tenham ação periférica, atuando em órgãos como pâncreas e/ou fígado, é crescente o número de estudos que vem mostrando que o cérebro é também um tecido alvo da insulina e desempenha um papel crítico na regulação da homeostase glicêmica. O primeiro medicamento de ação no Sistema Nervoso Central recentemente aprovado nos Estados Unidos pela "Food and Drug Administration" (FDA) para o tratamento do TD2M foi o mesilato de bromocriptina, em um formato de liberação rápida (chamado comercialmente de Cycloset®). Diversos trabalhos da literatura mostram efeitos benéficos da bromocriptina sobre a hiperglicemia e hiperlipidemia em modelos de animais obesos tratados com essa droga. Por ser um agonista dopaminérgico, um dos possíveis mecanismos de ação dessa droga pode ser via bloqueio da liberação e produção de prolactina. Níveis elevados de prolactina na circulação sanguínea, observados tanto em indivíduos com prolactinomas, como em indivíduos tratados com antipsicóticos, geram anormalidades no metabolismo de carboidratos e lipídeos, que podem evoluir para um quadro de síndrome metabólica. No presente trabalho, temos a hipótese de que ao menos parte dos efeitos benéficos da bromocriptina seja mediada pela inibição da secreção de prolactina. Nesse contexto, acreditamos que a administração de antagonistas de prolactina (Anti-PrlR) seja uma ferramenta potencialmente promissora para o tratamento de diabetes e obesidade. Para testarmos nossa hipótese, inicialmente realizaremos experimentos em quatro grupos de camundongos geneticamente obesos e diabéticos (ob/ob): 1) grupo controle, 2) grupo com administração de prolactina, 3) grupo tratado com bromocriptina e 4) grupo com administração de bromocriptina e prolactina. Em outra etapa do projeto, realizaremos administração de antagonistas de prolactina (Anti-PrlR), os quais serão comparados com o grupo controle e com o grupo com administração de bromocriptina. Os resultados serão analisados no intuito de verificarmos se esses tratamentos melhoram o quadro de diabetes e obesidade de camundongos ob/ob. Assim, se nossa hipótese se confirmar, os Anti-PrlR podem se tornar futuros fármacos mais específicos e potentes no tratamento de doenças metabólicas, como obesidade e TD2M. | |
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