| Processo: | 16/19404-2 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de junho de 2017 |
| Data de Término da vigência: | 31 de maio de 2019 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Bioquímica - Química de Macromoléculas |
| Pesquisador responsável: | Pedro de Magalhães Padilha |
| Beneficiário: | Pedro de Magalhães Padilha |
| Instituição Sede: | Instituto de Biociências (IBB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Botucatu |
| Pesquisadores associados: | Camila Pereira Braga ; Jiri Adamec ; Marcelo de Oliveira Lima ; Marília Afonso Rabelo Buzalaf |
| Assunto(s): | Eletroforese em gel bidimensional Metalômica Espectrometria de absorção atômica em forno de grafite Proteômica Métodos bioanalíticos |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Esi-Ms | Espécies mercuriais | Gfaas | metalômica | Ms | proteômica | 2D-Page | Bioanalítica |
Resumo
Na Amazônia as altas concentrações de mercúrio encontradas em solo, sedimentos, peixes e seres humanos têm sido reportadas em diversos trabalhos nas últimas décadas. No entanto, estudos relacionados à elucidação dos mecanismos de toxicidade do mercúrio na ictiofauna e nas populações ribeirinhas em nível celular, de fundamental importância socioambiental, ainda são poucos. O desenvolvimento de biomarcadores relacionados ao mapeamento e expressões de proteínas associadas ao mercúrio poderá indicar previamente possíveis riscos de contaminação do pescado e da exposição humana. Neste contexto, a metalômica, área científica proposta recentemente, apresenta-se como proposta inédita e inovadora na identificação de biomarcadores de mercúrio associados às proteínas, contribuindo na elucidação dos aspectos fisiológicos e funcionais responsáveis pelo transporte de mercúrio na biota e nos seres humanos. Estudos metaloproteômicos recentes com peixes da região amazônica, desenvolvidos por grupo de pesquisadores da UNESP de Botucatu, permitiram o fracionamento e caracterização de algumas proteínas associadas ao mercúrio com características de biomarcador. No entanto, os aspectos fisiológicos e funcionais dessas proteínas associadas mercúrio nos peixes amazônicos e os mecanismos de adaptação apresentados por estes animais frente à exposição ao metal ainda não foram elucidados. Assim, a proposta de trabalho busca desenvolver e validar métodos analíticos para avançar no conhecimento em busca de biomarcadores proteicos/enzimáticos da contaminação de mercúrio em amostras de plasma, tecido muscular e hepático de peixes coletados em áreas próximas do reservatório da Usina Hidrelétrica de JIRAU - Bacia do rio Madeira utilizando-se as seguintes estratégias metaloproteômicas: fracionamento do proteoma das amostras por 2D PAGE; mapeamento do mercúrio nos spots proteicos por GFAAS; caracterização das proteínas associadas ao mercúrio por ESI-MS-MS; avaliação do estresse oxidativo dos peixes contaminados com mercúrio por meio das atividades das enzimas da primeira linha de defesa antioxidante; utilização de procedimentos de bioinformática que poderão contribuir no conhecimento dessas proteínas em seus níveis funcionais, vias metabólicas e interações proteína-proteína e elaborar website para disponibilizar os biomarcadores de mercúrio caracterizados. (AU)
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