| Processo: | 17/19249-0 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de fevereiro de 2018 |
| Data de Término da vigência: | 31 de janeiro de 2020 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Farmacologia - Neuropsicofarmacologia |
| Pesquisador responsável: | Carlos Cesar Crestani |
| Beneficiário: | Carlos Cesar Crestani |
| Instituição Sede: | Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFAR). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Araraquara |
| Assunto(s): | Estresse Neurofarmacologia |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | alterações cardiovasculares | alterações comportamentais | amígdala medial | estresse | neurotransmissão angiotensinérgica | Neurofarmacologia |
Resumo
Estudos clínicos e pré-clínicos tem fornecido evidências que correlacionam o estresse com a patogênese de diversas complicações cardiovasculares e transtornos psiquiátricos. Apesar da relevância desses achados, os mecanismos neurobiológicos relacionados com as alterações cardiovasculares e comportamentais induzidas pelo estresse ainda são pouco compreendidos. Nesse sentido, o complexo amigdaloide é uma importante estrutura límbica envolvida nas respostas fisiológicas e comportamentais ao estresse. Um dos subnúcleos do complexo amigdaloide ativado durante o estresse é o núcleo medial (AMe). Foi demonstrado o envolvimento do AMe nas respostas cardiovasculares e no efeito ansiongênico ao estresse, porém os mecanismos neuroquímicos locais envolvidos no controle dessas respostas ainda são pouco compreendidos. A angiotensina II, atuando no receptor AT1, foi demonstrado ser um importante mecanismo de sinalização no sistema nervoso central envolvido na etiologia das alterações comportamentais e nos ajustes fisiológicos observados durante a exposição a situações aversivas. Dados também evidenciaram que a exposição ao estresse altera a formação de angiotensina II e a expressão do receptor AT1 no sistema nervoso central. Por outro lado, dados recentes demonstraram que a sinalização angiotensina 1-7/receptor Mas é um mecanismo contra-regulatório do sistema renina-angiotensina (SRA) para os efeitos pró-estresse da angiotensina II/receptor AT1. De fato, foi demonstrado que a administração intracerebroventricular de angiotensina 1-7 reduz as respostas fisiológicas ao estresse. Apesar dessas evidências, os sítios específicos no encéfalo onde a angiotensina II e a angiotensina 1-7 agem para controlar as respostas ao estresse não são completamente conhecidos. Terminais angiotensinérgicos e componentes do SRA (por exemplo, angiotensinogênio, e receptores da angiotensina II e da angiotensina 1-7) foram identificados no núcleo medial da amígdala (AMe). Entretanto, um possível envolvimento do SRA no AMe nas respostas cardiovasculares e ansiogênica induzidas pelo estresse nunca foi investigado. Desse modo, nossa proposta no presente estudo é: 1) investigar o envolvimento das sinalizações angiotensina II/receptor AT1 e angiotensina 1-7/receptor Mas no AMe nas respostas cardiovasculares e ansiogênica induzidas durante uma sessão aguda de estresse de restrição em ratos; 2) avaliar o efeito da exposição repetida prévia ao estresse de restrição no controle das respostas cardiovasculares e ansiogênica a esse estressor pelas sinalizações angiotensina II/receptor AT1 e angiotensina 1-7/receptor Mas no AMe em ratos; 3) investigar o envolvimento das sinalizações angiotensina II/receptor AT1 e angiotensina 1-7/receptor Mas no AMe nas alterações nos parâmetros cardiovasculares basais e na atividade do barorreflexo induzidas pela exposição repetida ao estresse de restrição em ratos; e 4) avaliar o efeito da exposição repetida ao estresse de restrição sobre os níveis proteicos dos receptores AT1 e Mas no AMe de ratos. (AU)
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