| Processo: | 17/27059-6 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de maio de 2018 |
| Data de Término da vigência: | 31 de julho de 2020 |
| Área do conhecimento: | Ciências Exatas e da Terra - Química - Química Analítica |
| Pesquisador responsável: | Marina Franco Maggi Tavares |
| Beneficiário: | Marina Franco Maggi Tavares |
| Instituição Sede: | Instituto de Química (IQ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Assunto(s): | Espectrometria de massas Urina Transplante de rim Metabolômica |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | cromatografia iônica | Espectrometria de massas | Metabolomica | Terapia imunossupressora | Transplante renal | urina | Metabolômica |
Resumo
O transplante renal é o tratamento mais efetivo para pacientes em estágios avançados de doença renal, representando cerca de 70% do total de órgãos transplantados no Brasil. No entanto, o uso prolongado de imunossupressores, necessário para adiar a rejeição pós-transplante, acarreta diversos efeitos colaterais, o que requer constante acompanhamento médico. Exames atualmente utilizados para avaliar a função renal são pouco específicos, invasivos ou sujeitos a interpretações divergentes. Por isso, há grande interesse na metabolômica como uma forma ativa de descobrimento de novos biomarcadores e de ampliação do conhecimento biológico. Em especial, metabólitos urinários polares/ionizáveis têm se destacado no estudo de pacientes transplantados. Entretanto, plataformas analíticas comumente utilizadas na metabolômica têm reduzida abrangência para tais compostos, o que limita a interpretação global dos resultados. Nesse contexto, o presente estudo propõe-se a explorar o uso da cromatografia iônica acoplada à espectrometria de massas (IC-MS), para ampliar a gama de metabólitos determináveis em estudos metabolômicos por cromatografia a líquido, o que constitui uma aplicação inédita da IC-MS, essencial para superar uma grande limitação analítica na metabolômica. Num estudo piloto, o método desenvolvido será utilizado para avaliar alterações metabólicas temporais (com 7 e 14 dias, 1, 3, 6, 9 e 12 meses após transplante renal), em 30 pacientes tratados com duas combinações de agentes imunossupressores: (A) tacrolimo, prednisona e everolimo; e (B) tacrolimo, prednisona e micofenolato de sódio. Dessa forma, além de fornecer novos protocolos analíticos para expandir a cobertura metabólica de estudos metabolômicos, a presente pesquisa contribuirá também para aprofundar o entendimento de mecanismos biológicos associados à função renal pós-transplante, levando futuramente a avanços no tratamento e monitoramento de pacientes transplantados. (AU)
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