Resumo
O diferenciado papel de subtipos de linfócitos na evolução da doença coronária poderá se constituir em novo alvo estratégico para terapia do infarto do miocárdio. A perda muscular decorrente da oclusão coronária determina papel prognóstico e a reperfusão coronária constitui estratégia de eleição para estes pacientes. Entretanto, ao redor da área necrótica, forma-se área isquêmica que evolui para extensão do infarto ou recuperação, principalmente nas semanas seguintes ao insulto isquêmico. São desconhecidos os determinantes da viabilidade celular, postulando-se que decorram de fatores relacionados à microcirculação ou gasto energético, da resposta inflamatória e imune. Além disso, mobilização de células progenitoras secundárias ao infarto determina proliferação linfocitária que coloniza placas em desenvolvimento, contribuindo para recorrência de desfechos isquêmicos. Este projeto buscará maior entendimento dos mecanismos imunes e metabólicos envolvidos na recuperação do miocárdio isquêmico e progressão da doença coronária. Especificamente, estudaremos a imunidade adaptativa, com ênfase em subtipos de linfócitos envolvidos na evolução precoce e tardia destes pacientes. O projeto inclui novos biomarcadores identificados por lipidômica e metabolômica e vias de sinalização celular envolvidas. Terapêuticas farmacológicas e mudanças na flora intestinal serão examinadas após infarto do miocárdio, com seguimento clínico por 12 meses. Por fim, modelo experimental foi delineado para melhor compreensão da resposta imune adaptativa, neste cenário. (AU)
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