| Processo: | 21/15224-8 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de outubro de 2022 |
| Data de Término da vigência: | 12 de agosto de 2026 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Morfologia - Citologia e Biologia Celular |
| Pesquisador responsável: | Anderson de Souza Sant'Ana |
| Beneficiário: | Dionisio Pedro Amorim Neto |
| Instituição Sede: | Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil |
| Bolsa(s) vinculada(s): | 24/10975-3 - Investigando os microrganismos do café e seu impacto no eixo intestino-cérebro com modelos in vitro 3D e biossensores, BE.EP.DR |
| Assunto(s): | Café Células neuroendócrinas Doença de Parkinson Probióticos Ressonância magnética nuclear |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Bactérias ácido láticas | café | Células Neuroendócrinas | Doença de Parkinson | probioticos | Ressonância Magnética Nuclear | Microrganismos benéficos sobre a fisiologia de células neuronais e neuroendócrinas |
Resumo A Doença de Parkinson (DP) é a segunda doença neurodegenerativa de maior incidência no mundo. A DP pode ser de origem genética, ou então esporádica, a qual é responsável por cerca de 90% dos casos da doença. A DP de origem esporádica possui causa multifatorial, tipicamente associada à fatores ambientais. Em função do seu caráter incurável e progressivamente incapacitante, os tratamentos vigentes para DP buscam retardar e amenizar o acometimento motor nos pacientes. Apesar disso, as possibilidades de intervenção, sejam elas farmacológicas ou cirúrgicas, são limitadas, custosas e de eficácia heterogênea na população. As bactérias ácido láticas (LABs) são um grupo de bactérias amplamente utilizado na indústria de alimentos devido à sua capacidade de fermentar carboidratos, porém é crescente o interesse em suas propriedades benéficas à saúde de humanos e animais. O café possui inúmeros compostos bioativos que apresentam efeitos protetores sobre a DP, e é um dos principais produtos agrícolas de destaque do Brasil e com amplo consumo no mundo. Já a microbiota do café, em especial as LABs que participam do seu processo fermentativo, já foram descritas por apresentarem diversas atividades benéficas aos humanos, porém ainda não foram desafiadas em contextos patológicos de DP. Cada vez mais estudos reforçam a comunicação existente entre o eixo intestino-cérebro e o papel das células neuroendócrinas neste processo. Contudo, pouco se sabe sobre a capacidade neuroprotetora das LABs sobre as células neuroendócrinas ou do seu impacto sobre a fisiologia do organismo em modelos saudáveis e com DP esporádica a partir de abordagens metabolômicas de larga escala. Deste modo, hipotetizamos que o café, em razão do seu histórico em promoção de saúde, poderia ser uma matriz promissora de isolamento de LABs com propriedades neuroprotetoras. Neste sentido, no presente projeto se propõe investigar a capacidade neuroprotetora de LABs isoladas durante o processo fermentativo úmido do café (Coffea arabica) utilizando modelos farmacológicos de DP esporádica in vitro sobre células neuroendócrinas e neuronais, e in vivo a partir da análise do perfil metabólico de diferentes tecidos animais. A comprovação da ação neuroprotetora dos isolados trará novas possibilidades de atuação frente a esta doença. (AU) | |
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