| Processo: | 18/19599-3 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de maio de 2019 |
| Data de Término da vigência: | 30 de junho de 2023 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Farmacologia - Neuropsicofarmacologia |
| Pesquisador responsável: | Carolina Demarchi Munhoz |
| Beneficiário: | Leonardo Santana Novaes |
| Instituição Sede: | Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Bolsa(s) vinculada(s): | 19/24631-6 - Estimulação das aferências vagais oriundas do trato digestório e seus efeitos sobre os sintomas do tipo depressivo induzidos por estresse em camundongos, BE.EP.PD |
| Assunto(s): | Nervo vago Estresse Glucocorticoides Vias neurais Ansiedade |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | ansiedade | estresse | Extinção da memória de medo | glicocorticóide | nervo vago | Vias neurais | Neuropsicofarmacologia |
Resumo Transtornos associados ao estresse, como ansiedade, depressão, e transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), constituem causas recorrentes de afastamento das funções laborais no Brasil. Tanto o estresse agudo, como a elevação das concentrações de hormônios glicocorticoides (GCs), promovem comportamento do tipo ansioso persistente assim como aumento da densidade dos espinhos dendríticos no complexo basolateral da amigdala (BLA) em roedores. O BLA é uma estrutura chave para o comportamento de medo e ansiedade. De fato, nossos trabalhos recentes mostraram um papel crucial da sinalização do receptor de glicocorticoide (GR) no BLA para o comportamento ansioso, manifestado tanto imediatamente quanto tardiamente após o estresse agudo de contenção. Além da persistência no comportamento do tipo ansioso, verificamos que o mesmo estresse também promove um déficit na extinção da memória de medo nos animais, outro fenômeno relacionado ao TEPT. Também revelamos alterações funcionais no BLA e no córtex pré-frontal medial (CPFm), outra estrutura crucial para a manifestação de medo e memórias associadas. Tanto quanto a rápida liberação de GCs pelas glândulas adrenais após um evento estressor, o nervo vago responde a elevações de epinefrina mediadas pelo sistema simpático e sinaliza essas alterações ao Sistema Nervoso Central (SNC), culminando na liberação de norepinefrina (NE) em estruturas límbicas, como a amígdala e o CPFm. Esse aumento da NE no SNC pode estar relacionado aos efeitos comportamentais associados ao estresse, como a ansiedade e o déficit da memória de medo. Com isso, o objetivo desse projeto é investigar de que forma o estresse de contenção agudo modifica os circuitos amigdalares e pré-frontais subjacentes a seus efeitos comportamentais. Nossa hipótese principal propõe que sinais endócrinos, notadamente GC e NE, medeiam as modificações destes circuitos neurais induzidas por estresse. Para atingir nossos objetivos, lançaremos mão de abordagens como optogenética, farmacogenética e modulação da expressão de receptores via vetores virais | |
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