Resumo
Animais expostos a contaminantes ambientais podem apresentar uma produção exacerbada nas espécies reativas de oxigênio (EROs) devido a um aumento da atividade dos sistemas de biotransformação de xenobióticos, ou devido ao envolvimento dos contaminantes em reações ciclo-redox. Caso não sejam inativadas por sistemas de defesa antioxidante, estas EROs podem oxidar as biomoléculas levando o organismo a uma situação denominada de estresse oxidativo. Desta forma, a avaliação de sistemas bioquímicos relacionados ao estresse oxidativo tem sido recomendada em programas de biomonitoramento ambiental, como biomarcadores de contaminação. Outros sistemas, como a inibição de diferentes esterases por pesticidas, ou a indução de metalotioneínas (MTs) após exposição a metais pesados, são também comumente utilizados como biomarcadores de contaminação ambiental. Neste projeto, pretende-se estudar uma série de respostas bioquímicas relacionadas ao estresse oxidativo, assim como níveis de MTs e inibição de esterases, em diferentes tecidos de duas espécies de peixes, com hábitos distintos: uma tipicamente nectônica (tilápia, Oreochromis niloticus) e outra de fundo (cascudo marrom, Pterygoplichthys anisitsi), após exposição a diferentes classes de contaminantes em separado ou combinados. Com isso, pretende-se obter parâmetros que possam indicar a sensibilidade dos sistemas analisados como potenciais biomarcadores de contaminação ambiental em futuros programas de biomonitoramento aquático no Brasil, utilizando estas espécies de peixe como organismos sentinelas. Pretende-se também estudar possíveis diferenças entre as respostas bioquímicas de peixes jovens e adultos. (AU)
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