| Processo: | 10/09998-6 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de novembro de 2010 |
| Data de Término da vigência: | 31 de outubro de 2012 |
| Área do conhecimento: | Ciências Exatas e da Terra - Química |
| Pesquisador responsável: | Mauricio Boscolo |
| Beneficiário: | Mauricio Boscolo |
| Instituição Sede: | Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (IBILCE). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de São José do Rio Preto. São José do Rio Preto , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São José do Rio Preto |
| Pesquisadores associados: | Eleni Gomes ; João Bosco Faria ; Roberto da Silva |
| Assunto(s): | Fermentação alcoólica Bebidas destiladas Cana-de-açúcar Aguardente Cachaça Hidrólise enzimática Terpenos |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | aguardente de cana | bebidas alcoólicas | cachaça | Fermentação Alcóólica | Hidrólise enzimática | Terpenos | Aguardente de Cana |
Resumo
Durante a fermentação alcoólica do caldo de cana-de-açúcar, além de álcool etílico são formados compostos secundários que são responsáveis pelo sabor e aroma da aguardente de cana. É necessário que haja um equilíbrio entre esses compostos para se obter uma bebida sensorialmente caracterizada como de boa qualidade. A classe dos mono terpenos é a responsável pelo atributo sensorial floral em vinhos e destilados em geral, e normalmente os compostos terpênicos estão presentes nos vegetais em duas formas: glicosilados e livres (agliconas). Os glicosídeos terpênicos podem ser hidrolisados por beta-glicosidases endógenas ou exógenas ao sistema fermentativo. O presente projeto de pesquisa tem como objetivo estudar a aplicação de enzimas beta-glicosidases produzidas por microrganismos não-Saccharomyces na produção aguardente de cana, visando uma maior liberação de compostos flavorizantes, em especial os mono terpenos para a obtenção de aguardentes com atributo sensorial floral mais intenso. Os complexos enzimáticos produzidos pelos microrganismos Aspergillus niger, Aureobasidium pullulans e Thermoascus aurantiacus, que apresentam beta-glicosidases muito promissoras, serão adicionados anteriormente à inoculação do caldo de cana com a Saccharomyces cerevisiae, visto que a ação beta-glicosidase desta levedura é sensivelmente inibida pelo etanol do mosto. Em todos os estudos, a fermentação padrão com S. cerevisiae será adotada como referência. A determinação dos efeitos da adição das beta-glicosidases na desglicosilação dos terpenos também será avaliada por cromatografia gasosa com espectrometria de massas (GC-MS), com injeção da fase vapor do mosto e dos produtos de destilação no modo head-space com micro extração em fase sólida (SPME). Será empregado um planejamento fatorial para determinação dos parâmetros ótimos da ação das beta-glicosidases e também análises sensoriais de aceitação das aguardentes produzidas por este processo. (AU)
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