| Processo: | 10/16827-3 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Iniciação Científica |
| Data de Início da vigência: | 01 de dezembro de 2010 |
| Data de Término da vigência: | 31 de dezembro de 2012 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Bioquímica - Metabolismo e Bioenergética |
| Pesquisador responsável: | Marcos Antonio de Oliveira |
| Beneficiário: | Carla Peres de Paula |
| Instituição Sede: | Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus Experimental do Litoral Paulista. São Vicente , SP, Brasil |
| Vinculado ao auxílio: | 07/50930-3 - Análise funcional e estrutural de proteínas antioxidantes dependentes de tióis: uma investigação de mecanismos moleculares de catálise e da formação de complexos protéicos contendo dissulfetos mistos, AP.JP |
| Assunto(s): | Xylella fastidiosa Espécies de oxigênio reativas |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Defesas celulares | espécies reativas de oxigênio | Glutarredoxina | Rodanase | Xylella fastidiosa | Caracterização funcional de enzimas antioxidantes |
Resumo A Clorose Variegada dos Citros (CVC) é a uma das mais devastadoras doenças dos citros no Estado de São Paulo, sendo responsável por elevadas perdas financeiras anuais e seus sintomas atingem 40% dos laranjais no estado. Seu agente etiológico é a bactéria Xylella fastidiosa, a qual é restrita ao xilema da planta, sua transmissão é efetuada por diversas espécies de "cigarrinhas" sendo que sua infestação provoca a oclusão dos vasos responsáveis por levar água e nutrientes da raiz para a copa da planta. Com o agravamento da doença os frutos ficam com tamanho reduzido, e maturação precoce e a sua perda de peso pode chegar a 75%. Apesar de seu efeito arrasador, até o momento nenhuma forma de combate à doença causada pela X. fastidiosa se mostrou totalmente eficaz. A produção de oxidantes por plantas é uma das principais respostas de defesa contra a invasão por parte de patógenos. Adicionalmente, tecidos vegetais também sintetizam cianeto como uma forma de se defender contra patógenos ou à predação. Entretanto, durante o curso da evolução, os patógenos, desenvolveram mecanismos para conseguir desativar esses compostos, nas quais consistem de enzimas antioxidantes e proteínas envolvidas na decomposição de cianeto. X. fastidiosa apresenta em seu genoma a ORF XF2066 que codifica uma proteína, altamente expressa, a qual pode estar envolvida com os dois processos supracitados. Esta proteína, aqui denominada de Glurho, possui em sua extremidade N-terminal um domínio com alta similaridade as glutarredoxinas monotiólicas as quais são de grande importância para a manutenção da homeostase REDOX da célula. Na região central possui um domínio com similaridade a ligação de grupamentos Fe-S e na porção C-terminal Glurho possui um domínio com similaridade à rodanases bacterianas as quais estão envolvidas na decomposição de cianeto e assimilação de enxofre. Adicionalmente, a análise em banco de dados genéticos aponta que esta proteína é exclusiva de bactérias, grande parte pertencente ao gênero Xanthomonas, sendo que uma significante fração dos organismos que a possuem são patógenos. Os objetivos deste projeto são a caracterização funcional e estrutural avaliando a atividade de glutarredoxina, decomposição de H2O2 e rodanase, sua habilidade de se ligar a grupamentos Fe-S e investigar aspectos da estrutura terciária e quaternária desta proteína através de metodologias como espalhamento dinâmico de luz (DLS) e cromatografia de exclusão molecular. Também é objetivo deste projeto a padronização da expressão e purificação de Glurho em altas quantidades e elevado grau de pureza o que pode permitir posteriormente ensaios de cristalização desta proteína visando a determinação de sua estrutura cristalográfica através da difração de raios-X. O estudo de proteínas de defesa únicas de patógenos, como o produto da ORF XF2066, que podem desempenhar um papel importante na infecção e manutenção do patógeno em seu hospedeiro, parece ser de grande relevância, já que, compreendendo os mecanismos de ação desta proteína e caracterizando sua forma estrutural, pode permitir o desenvolvimento de novas estratégias de combate a CVC. | |
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