| Processo: | 11/14392-2 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de outubro de 2011 |
| Data de Término da vigência: | 30 de setembro de 2013 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Microbiologia - Biologia e Fisiologia dos Microorganismos |
| Pesquisador responsável: | Wagner Luiz Batista |
| Beneficiário: | Wagner Luiz Batista |
| Instituição Sede: | Instituto de Ciências Ambientais, Químicas e Farmacêuticas (ICAQF). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Diadema. Diadema , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Diadema |
| Pesquisadores associados: | Alexandre Keiji Tashima ; Hugo Pequeno Monteiro ; Juliana Terzi Maricato ; Patricia Xander Batista |
| Assunto(s): | Fungos Paracoccidioides brasiliensis Paracoccidioidomicose Proteínas ras Interações hospedeiro-parasita |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Estresse Oxidativo e Nitrosativo | GTPase Ras | Paracoccidioides brasiliensis | Proliferação celular | Micologia |
Resumo
Paracoccidioides brasiliensis, fungo dimórfico termo-dependente, é o agente etiológico da micose sistêmica mais comum na América Latina, paracoccidioidomicose (PCM). A infecção pelo fungo ocorre por inalação de conídeos presentes no meio ambiente. Para o desenvolvimento da doença é imprescindível que os conídeos alojados nos alvéolos pulmonares passem para fase leveduriforme, evento depende do aumento de temperatura. Este fungo age como patógeno intracelular facultativo capaz de sobreviver e replicar dentro de macrófagos não ativados. Esta habilidade de evadir a resposta imune inata do hospedeiro e assim causar doença é particularmente devido a sua capacidade para responder e sobreviver ao estresse nitrosativo e oxidativo causado pelas células do sistema imune, particularmente macrófagos alveolares. Entretanto, nada se conhece sobre a regulação de vias de transdução de sinal associadas a esta resistência, possivelmente desencadeadas pelas espécies reativas de oxigênio (ROS) e nitrogênio (RNS) geradas pelo hospedeiro e que irão atuar sobre este micro-organismo. Dentre as proteínas que participam das vias de sinalização celular destaca-se Ras, uma GTPase com importante papel em diferentes processos celulares, como controle das mudanças morfológicas, proliferação celular e resposta a estresse. Em P. brasiliensis foram identificados duas isoformas desta proteína, Ras1 e Ras2, e que são homólogas a outros fungos. Atualmente existem evidências experimentais da participação de radicais livres e outras espécies reativas nas vias de transdução de sinal. Em condição redox, Ras pode sofrer modificações pós-traducionais de caráter reversível (S-nitrosilação) capaz de ativar e modular esta molécula. Desta forma, este projeto propõe avaliar o processo de ativação da proteína Ras de P. brasiliensis que ocorrem no fungo após exposição a diferentes concentrações de ROS e/ou RNS. Para tanto, será produzida uma sonda para verificar a atividade de Ras (RBD-GST). O desenvolvimento deste projeto certamente levará a compreensão da relação parasito-hospedeiro sob uma nova perspectiva, nesta e provavelmente em outras micoses sistêmicas. (AU)
| Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre o auxílio: |
| Mais itensMenos itens |
| TITULO |
| Matéria(s) publicada(s) em Outras Mídias ( ): |
| Mais itensMenos itens |
| VEICULO: TITULO (DATA) |
| VEICULO: TITULO (DATA) |