| Processo: | 11/22669-4 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de março de 2012 |
| Data de Término da vigência: | 31 de julho de 2014 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular |
| Pesquisador responsável: | Anderson de Sá Nunes |
| Beneficiário: | Anderson Daniel Ramos |
| Instituição Sede: | Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Vinculado ao auxílio: | 09/09892-6 - Imunoma funcional da saliva de Aedes aegypti, AP.JP |
| Assunto(s): | Aedes aegypti Saliva Imunomodulação Encefalomielite autoimune experimental |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Aedes aegypti | encefalomielite autoimune experimental | Extrato da glandula salivar | Imunomodulação | Imunobiologia de vetores |
Resumo Durante o repasto sanguíneo de fêmeas do mosquito Aedes aegypti, diferentes componentes biologicamente ativos da saliva interagem com o hospedeiro e alteram uma série de fatores hematológicos e imunológicos objetivando sucesso na alimentação. Em conjunto, essas alterações podem levar a profundas modificações no curso de algumas doenças de caráter infeccioso e autoimune. Nesse sentido, diversas atividades imunomoduladoras têm sido descritas na saliva desses insetos hematófagos nos últimos anos. Desta forma, o objetivo da presente proposta é analisar a modulação da encefalomielite autoimune experimental (EAE), um modelo de estudo de esclerose múltipla, pelos componentes salivares do mosquito A. aegypti em camundongos da linhagem C57BL/6. O extrato de glândula salivar (EGS) de A. aegypti será produzido a partir das glândulas salivares de fêmeas com 5-7 dias após emergirem. Esse material será sonicado, centrifugado, esterilizado, terá o conteúdo protéico quantificado e será armazenado a -80º C até o momento do uso. Para o estudo in vivo da ação do EGS sobre a EAE induzida pela imunização com MOG p35-55, utilizaremos duas abordagens distintas. Na abordagem preventiva, um grupo de animais imunizados receberá tratamento diário com EGS a partir do segundo dia da imunização, pela via endovenosa. Na abordagem terapêutica, os animais serão imunizados e o tratamento com EGS será feito nas mesmas doses e via a partir dos primeiros sinais da doença, determinados por uma escala clínica já conhecida. A progressão da doença será acompanhada por 30 dias e comparada com um grupo de animais que receberá apenas veículo (PBS) no mesmo regime de tratamento e pela mesma via. Em ambos os casos, alguns animais serão eutanasiados para análise histopatológica do sistema nervoso central (SNC), bem como de parâmetros relacionados com a imunidade do hospedeiro, tais como produção de citocinas por células extraídas de linfonodos e freqüências de subpopulações linfocitárias nestes órgãos. Também realizaremos um fracionamento do EGS com o objetivo de identificar uma ou mais frações na tentativa de caracterizar moléculas biologicamente ativas nesse modelo. Esperamos assim, demonstrar a atividade do EGS de A. aegypti em um modelo de autoimunidade, ao mesmo tempo em que caracterizamos novas moléculas com potencial imunomodulador na saliva do mosquito. (AU) | |
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