| Processo: | 17/03552-5 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de maio de 2017 |
| Data de Término da vigência: | 31 de outubro de 2019 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Bioquímica - Bioquímica de Microorganismos |
| Pesquisador responsável: | Marcia Aparecida Silva Graminha |
| Beneficiário: | Marcia Aparecida Silva Graminha |
| Instituição Sede: | Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFAR). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Araraquara |
| Assunto(s): | Leishmania Leishmaniose Descoberta de drogas Proteômica |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | drug discovery | homeostase do cálcio | leishmania | proteômica | leishmanioses |
Resumo
Devido ao alto número de casos relatados no Brasil e no mundo de pessoas infectadas por Leishmania e o arsenal de fármacos disponíveis no mercado para seu tratamento ser altamente tóxico e limitado, pesquisas relacionadas com novas alternativas terapêuticas são necessárias. Dados preliminares obtidos para dois novos compostos antileishmanias, um composto ciclopaladado CP2 e um derivado furoxano 14e, são muito interessantes. O composto CP2 apresenta bom índice de seletividade (IS) frente às formas amastigotas intracelulares de L. amazonensis (IS = 49,90) quando comparadas a células de mamíferos. Em estudos in vivo, CP2 foi avaliado em modelo de camundongos BALB/c infectados com L. amazonensis, uma das espécies relacionadas com a leishmaniose cutânea, obtendo-se resultado promissor na diminuição da carga parasitária em 80% de acordo com o índice do LDU (Leishman Donovani Units) quando utilizado a dose de 0,35 mg/Kg/dia, em comparação ao grupo controle. Os dados mostram que a molécula CP2 também apresenta menor toxicidade quando comparado à anfotericina B (2 mg/Kg em dias alternados). Adicionalmente, nossos resultados mostram que CP2 inibe a atividade da enzima topoisomerase IB de L. donovani em concentração submicromolar, o que pode explicar o efeito leishmanicida observado. Adicionalmente, comparamos o perfil protéico do parasito submetido ao tratamento com CP2 frente ao parasito não tratado. Estes resultados indicam que CP2 pode alterar a homeostase do calcio. 14e é capaz de estimular macrófagos infectados com Leishmania a produzir óxido nítrico (NO). Sua eficácia in vivo foi avaliada e verificou-se redução da carga parasitária tanto no baço quanto no fígado. Os resultados preliminares apresentados abrem uma porta para o estudo detalhado do mecanismo de ação dos compostos CP2 e 14e, assim como a implementação de novas técnicas que contribuirão para o desenvolvimento deste e outros projetos em andamento em nosso laboratório, os quais estão voltados à procura de potenciais hits e seus alvos moleculares em Leishmania para o desenvolvimento de novas opções terapêuticas para o tratamento das leishmanioses. Cabe destacar que o projeto proposto envolve um campo multidisciplinar contemplando biologia molecular, proteômica e biologia celular e que seus avanços dependem de esforços combinados em diferentes áreas do conhecimento. A validação dos dados proteômicos obtidos para o composto CP2 será realizada por PCR em Tempo Real. Avaliação de possíveis alterações na homeostase do cálcio também serão conduzidas. (AU)
| Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre o auxílio: |
| Mais itensMenos itens |
| TITULO |
| Matéria(s) publicada(s) em Outras Mídias ( ): |
| Mais itensMenos itens |
| VEICULO: TITULO (DATA) |
| VEICULO: TITULO (DATA) |