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Programação epigenética em doenças infecciosas crônicas: exaustão e training do sistema imune inato

Processo: 18/15066-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Apoio a Jovens Pesquisadores - Fase 2
Vigência: 01 de agosto de 2019 - 31 de julho de 2024
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Aplicada
Pesquisador responsável:Fabiani Gai Frantz
Beneficiário:Fabiani Gai Frantz
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:11/12199-0 - Estudo de disfunções na resposta imune inata em pacientes HIV+: correlação com alterações imunológicas e epigenéticas, AP.JP

Resumo

Mecanismos epigenéticos são associados à programação e à polarização de células do sistema imune, que podem ser induzidos por citocinas, moléculas presentes no microambiente, como PAMPs (padrão molecular associado a patógenos) ou outros mediadores da inflamação. Nossa hipótese é que, durante infecções crônicas como HIV e Tuberculose, PAMPs, citocinas ou vesículas extracelulares contendo modificadores epigenéticos, atuem sobre células não estimuladas, fazendo com que sofram alterações epigenéticas que definirão o prognóstico das doenças. Durante a infecção pulmonar por Mycobacterium tuberculosis, as citocinas e os PAMPs podem cair na circulação e agir sobre as células circulantes ou progenitoras, induzindo o treinamento da resposta imune inata. Por outro lado, em pacientes com HIV, há uma tempestade de citocinas devido à ruptura da barreira intestinal e à resposta imune ao vírus. Esta inflamação exacerbada está associada à indução da senescência precoce do sistema imune inato durante a infecção e resposta inflamatória descontroladas. Mostramos que os monócitos de indivíduos infectados pelo HIV sofrem alterações epigenéticas que estão relacionadas à falta de controle na produção de citocinas inflamatórias e em sua função efetora. Neste projeto, iremos testar a hipótese de que vesículas extracelulares produzidas por leucócitos durante a infecção pelo HIV, podem atuar na expansão do fenótipo da senescência imunológica e iremos determinar o conteúdo das vesículas extracelulares presentes no plasma de pacientes HIV+. Na Tuberculose, avaliaremos como diferentes ambientes condicionantes podem treinar neutrófilos em perfis distintos e vamos determinar a assinatura epigenética desses perfis, associando às funções e aos fenótipos de cada subtipo celular. Também avaliaremos os efeitos de "epidrugs" na modulação da função e do fenótipo das células imunes. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre o auxílio:
Pós-doutorado em epigenética na USP de Ribeirão Preto com bolsa da FAPESP 
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