Resumo
No processo evolutivo, a capacidade de reparar danos tornou-se essencial para a sobrevivência dos organismos. A pele é uma barreira protetora constantemente renovada. Se esta barreira for rompida por uma lesão ou infecção, um rápido programa de reparo é ativado. Este programa, conhecido como reparo tecidual ou cicatrização, é composto por 3 fases interdependentes e concomitantes: a fase inflamatória inicial (que dura de minutos a dias), a fase proliferativa (dias a semanas) e a fase de remodelamento (com duração de semanas a meses). Apesar de essencial para o início do reparo, a resposta inflamatória exacerbada, prolongada ou inapropriada pode causar danos ainda maiores ao organismo. Assim, o conhecimento dos mecanismos que regulam esta resposta é essencial para a resolução da cicatrização de feridas. Os ácidos graxos desempenham diversas funções nas células além de serem utilizados como substratos energéticos. Alguns são incorporados nas membranas celulares, participam da sinalização intracelular, influenciam a atividade de fatores de transcrição e a expressão de diversos genes e são precursores da síntese de eicosanoides (como o ácido araquidônico e o eicosapentaenóico), podendo então regular a resposta inflamatória. Atualmente, tem sido descrito que o sistema nervoso central (SNC) tem papel chave na regulação da inflamação. Segundo alguns estudos, a mudança no consumo de determinados lipídios, pode através da via colinérgica, ajudar na resolução da fase inflamatória, presente durante o processo de cicatrização de feridas. Assim, nosso objetivo é investigar os mecanismos pelos quais o ácido linoleico facilita e os ácidos eicosapentaenóico (EPA) e docosahexaenóico (DHA) dificultam a resolução da cicatrização de feridas. Nossa hipótese é baseada na essencialidade da resposta inflamatória para o processo de regeneração tecidual. Acreditamos que esses ácidos graxos modulam a fase inflamatória, atuando sobre as células do sistema imune, induzindo/inibindo a produção de mediadores inflamatórios e que a inervação vagal da pele é um dos meios pelos quais esses ácidos graxos exercem suas funções. (AU)
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