Resumo
O grande desenvolvimento do estudo do sistema visual reflete a explosão científica e tecnológica da informática, das neurociências comportamentais e da biologia molecular. É uma área de fronteira, com contribuições metodológicas e conceituais da última década, encaminhando-se rapidamente para a tão necessária pesquisa translacional, na qual conhecimentos da área básica são transferidos para a área clínica. Este projeto focaliza ambas as áreas de pesquisa: básica e clínica. A visão é uma das mais importantes funções para a vida, permitindo o contato com o meio externo para a interação com co-específicos, busca de alimentos, comportamentos reprodutivos, de defesa, de ataque, etc. Perdas visuais afetam a capacidade de executar esses comportamentos e podem ser reveladoras de outras perdas funcionais como memória, atenção, coordenação motora. Estas perdas são causadas por fatores genéticos (retinose pigmentar, doença de Stargardt, degeneração de cones), por diferentes patologias crônico-degenerativas (diabetes, glaucoma, hipertensão), pelo efeito tóxico de drogas (cloroquina, vigabatrina, Viagra, e muitas outras), ou ainda por contaminantes ambientais (mercúrio, zinco, agrotóxicos, solventes, etc.). Para a avaliação visual existem novas técnicas psicofísicas e novos métodos eletrofisiológicos não invasivos, possibilitados pelos avanços computacionais recentes, auxiliando a apresentação de estímulos visuais, programação experimental, análise on-line, etc. Para compreender os mecanismos responsáveis pelas perdas, ainda pouco conhecidos, são necessários estudos em modelos animais nos quais é possível acesso direto à retina ou aos centros superiores. (AU)
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