Resumo
A alarmante taxa de destruição da Floresta Atlântica representa uma ameaça à diversidade de anfíbios anuros neste ambiente, incluindo diversas espécies endêmicas. Entretanto, dentro de famílias ou até mesmo gêneros de anuros, podem ser encontrados espécies estritamente dependentes da Floresta Atlântica preservada e espécies que se adaptam facilmente a ambientes alterados e/ou naturalmente abertos. Ao menos parte destas diferenças interespecíficas em sensibilidade a alterações ambientais deve ser explicada por diferentes necessidades fisiológicas. O objetivo central do presente projeto é entender como diferentes padrões de distribuição de anuros em ambientes florestados e abertos encontram-se associados a variações em características fisiológicas e comportamentais. Para tanto, será empregada uma abordagem comparativa de espécies (e/ou populações) de Bufonídeos completamente dependentes da Floresta Atlântica bem preservada com espécies (e/ou populações) próximas e provenientes de ambientes alterados e/ou naturalmente abertos e contíguos à floresta. Variáveis fisiológicas de clara importância ecológica tais como desempenho locomotor a diferentes combinações de temperatura e níveis de hidratação, taxa metabólica em repouso, taxa de perda de água corpórea por evaporação e níveis plasmáticos de esteroides associados ao estresse, dentre outras, serão comparadas. A abordagem macro fisiológica aqui proposta pode não apenas ajudar a entender as relações evolutivas entre fisiologia e biodiversidade, mas também fornece importantes conhecimentos básicos para a predição de impactos de alterações ambientais e desenvolvimento de estratégias de conservação. (AU)
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