| Processo: | 13/07140-2 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de abril de 2014 |
| Data de Término da vigência: | 31 de março de 2016 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Aplicada |
| Pesquisador responsável: | Maria Regina D'Império Lima |
| Beneficiário: | Maria Regina D'Império Lima |
| Instituição Sede: | Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Assunto(s): | Pneumonia Infecções por Mycobacterium Tuberculose Inflamassomos Receptores purinérgicos P2X7 Interleucina-1 |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | inflamassoma | Interneucina-1 beta | Micobactéria | Pneumonia | receptor P2X7 | Tuberculose | Imunologia da Tuberculose |
Resumo
A tuberculose permanece sendo um problema importante de saúde pública. Um terço da população mundial está infectado com micobactérias pertencentes ao complexo Mycobacterium tuberculosis (Mycobacterium tuberculosis - Mtb e Mycobacterium bovis - Mbv) e 10% destes indivíduos deverão desenvolver a doença ao longo de suas vidas. Mutações gênicas são responsáveis pelo aumento da virulência dessas micobactérias e/ou pela resistência aos quimioterápicos utilizados no tratamento da tuberculose. Tem sido descrito que a Mtb induze a resposta inflamatória via ativação dos inflamassomas, culminando na secreção de IL-1². Camundongos deficientes em IL-1², IL-1²R ou caspase-1 infectados com Mtb apresentam alta mortalidade comparados aos animais selvagens, sugerindo que a IL-1², produzida em grande parte através da ativação dos inflamassomas, é importante para a sobrevivência do hospedeiro. No entanto, a maioria destes estudos foram realizados com a linhagem virulenta H37Rv Mtb, que é considerada referência para o estudo da tuberculose mas não reflete a diversidade destes microrganismos na natureza. Enunciado do problema: Em estudo prévio, observamos que os camundongos C57BL/6 infectados com isolados micobacterianos hipervirulentos se comportam de maneira polar em relação à capacidade de modular a resposta imune. Em alguns casos (i.e. MP287/03 Mbv), há uma ativação deficiente da resposta imune com baixas produções de mediadores pró-inflamatórios IL-1², IL-6, IL-17, TNF-±, IFN-³ e óxido nítrico e alta produção da citocina reguladora IL-10 por células infiltradas nos pulmões. Em outros casos (i.e. Beijing 1471 Mtb), ocorre uma produção exacerbada de mediadores pró-inflamatórios, que parece contribuir para retardar a morte dos camundongos. Verificamos ainda que o perfil da resposta imune in vivo correlaciona diretamente com o nível de produção de IL-1² por macrófagos in vitro, sugerindo que essas bactérias ativam os inflamassomas de forma diferente. Estratégia experimental: Tendo em vista estas considerações, pretendemos investigar o papel dos inflamassomas na patogenia da tuberculose causada por isolados clínicos hipervirulentos (MP287/03 Mbv e Beijing 1471 Mtb), em comparação com a linhagem referência de virulência H37Rv Mtb. Utilizando camundongos C57BL/6 e deficientes em PYCARD/ASC, caspase-1, NLRP3, NLRC4 e P2X7, avaliaremos: 1) O envolvimento dos inflamassomas na ativação e morte de macrófagos infectados; 2) O impacto da sinalização dos inflamassomas na proteção e na patogenia da doença; 3) O papel da ativação dos inflamassomas no desenvolvimento da resposta imune adquirida; 4) A participação do receptor purinérgico P2X7 na ativação dos inflamassomas e em suas consequências.Resultados esperados: Determinar como as micobactérias hipervirulentas modulam diferentemente a ativação dos inflamassomas e, consequentemente, a produção de mediadores pró-inflamatórios. Contribuição esperada para a área: Fornecer o arcabouço teórico para compreender os mecanismos envolvidos na patogenicidade dos isolados hipervirulentos de micobactérias, abrindo a possibilidade para que no futuro possamos alterar o curso das formas graves de tuberculose.Apoios existentes: Esse estudo é plenamente condizente com os trabalhos que vêm sendo desenvolvidos por nosso grupo de pesquisa com o apoio da FAPESP (bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado), do CNPq (bolsas de produtividade e pós-doutorado), CAPES (bolsa de pós-doutorado) e da USP (núcleo de apoio à pesquisa). (AU)
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