Resumo
Nos últimos cinco anos, debates sobre a medida em que as sociedades pré-coloniais eram responsáveis por moldar as florestas amazônicas têm intensificados para ocupar a vanguarda de discursos dentro da arqueologia e ecologia, enquanto também ganham interesse do público. Apesar da quantidade de dados empíricos sendo gerados, há dois problemas que estão restringindo uma compreensão mais refinada de histórias paisagísticas amazônicas. O primeiro é a tendência de estudos paleoecológicos de projetar resultados através de áreas extremamente grandes, culturalmente não relacionadas e ainda inexploradas arqueologicamente, ou seja, uma questão de representatividade. O segundo problema é a falta de pesquisas detalhadas que combinam proxies arqueológicos e paleoecológicos que nos permitam reconstruir as trajetórias histórico-ecológicos de lugares específicos na Amazônia e verificar a antiguidade de florestas antropogênicas. A ausência de estudos locais nos impede compreender o quadro maior e utilizar nossos dados de maneira construtiva para auxiliar nos atuais debates socioambientais. Para esses fins, este projeto pretende lançar luz sobre as relações profundas e complexas entre pessoas, plantas e paisagens em quatro sítios arqueológicos diferentes situados em quatro ambientes amazônicos diferentes. O foco metodológico do projeto é a microarqueologia, sobretudo análises microbotânicas e micromorfológicas, e incluímos no orçamento planos para expandir o LabMicro no MAE/USP através da construção de um laboratório multiuso de ponta e a expansão das atuais instilações. O laboratório fornecerá um recurso altamente necessário em um campo de pesquisas que está crescendo continuamente, e em que o museu deveria estar na vanguarda. (AU)
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