| Processo: | 18/07391-9 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de outubro de 2018 |
| Data de Término da vigência: | 30 de setembro de 2022 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Nutrição - Análise Nutricional de População |
| Acordo de Cooperação: | Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) |
| Pesquisador responsável: | Renata Bertazzi Levy |
| Beneficiário: | Renata Bertazzi Levy |
| Pesquisador Responsável no exterior: | Sara Simões Pereira Rodrigues |
| Instituição Parceira no exterior: | Universidade do Porto (UP) , Portugal |
| Instituição Sede: | Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Pesquisadores associados: | Carlos Augusto Monteiro ; Catarina Machado Azeredo ; Fernanda Rauber ; Maria Laura da Costa Louzada |
| Bolsa(s) vinculada(s): | 20/15788-6 - Consumo de alimentos ultraprocessados e indicadores de qualidade da dieta em Portugal,
BP.PD 19/05972-7 - Consumo de alimentos ultraprocessados e indicadores de qualidade da dieta em Portugal, BP.PD |
| Assunto(s): | Epidemiologia nutricional Obesidade |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Alimentos ultraprocessados | Epidemiologia Nutricional | obesidade | qualidade da dieta | Epidemiologia Nutricional |
Resumo
Durante o século XX, o crescimento económico e o aumento do poder de compra, a par de outros factores como os progressos da tecnologia alimentar, a evolução do marketing alimentar e as alterações nos estilos de vida, fizeram mudar radicalmente os padrões alimentares dos países desenvolvidos. As rápidas mudanças sociais, económicas, culturais e ambientais introduziram uma relevante alteração nos estilos de vida e contribuíram para a globalização e uso crescente de produtos alimentares ultraprocessados e prontos a consumir. Ao mesmo tempo, o aumento do sobrepeso e obesidade tem sido observado à escala mundial. Este problema de saúde pública afecta todas as faixas etárias e é também uma evidência em Portugal, onde a prevalência de sobrepeso e obesidade está a aumentar e atingiu já 53% da população adulta em 2014. A hipótese de que o consumo de alimentos ultraprocessados compromete a qualidade nutricional e aumenta o risco de obesidade foi colocada e demonstrada para alguns países, mas necessita ainda de ser mais explorada e comprovada para a maioria dos países. Este projeto tem como objetivo estudar padrões de consumo de alimentos ultraprocessados, seus determinantes sociodemográficos e influência no perfil nutricional e obesidade em Portugal. O projeto pretende estudar não só a realidade portuguesa mas também incorporar os seus dados num projeto internacional envolvendo dados da Austrália, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Reino Unido e Estados Unidos da América. Este projeto internacional é coordenado por um centro de investigação brasileiro, o Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo (NUPENS/ USP), e conta com equipas de investigação nos outros países participantes. Em Portugal o projeto envolverá a análise de dados de consumo alimentar (recordação de 24h ou registos alimentares) e de medidas antropométricas como o peso e a altura, recolhidos no mais recente inquérito alimentar nacional, o IAN-AF 2015-2016 (n=5819, dos 3 meses aos 84 anos). A metodologia envolverá primeiro a harmonização de variáveis sociodemográficas, antropométricas e alimentares/nutricionais. Os itens alimentares serão então classificados de acordo com o seu nível de processamento utilizando a classificação NOVA desenvolvida pela NUPENS/USP, na qual os alimentos de consideram ultraprocessados quando se referem a formulações industriais feitas de substâncias extraídas de alimentos ou sintetizadas a partir de substratos alimentares ou de outras fontes orgânicas, com nenhuma ou pequena proporção de alimento inteiro. Esta classificação é cada vez mais utilizada na literatura científica internacional, bem como no desenvolvimento de orientações alimentares nacionais e propostas de políticas reguladoras. Em Portugal, e nos oito países considerados em conjunto, serão estudadas associações transversais entre o consumo de alimentos ultraprocessados, o perfil nutricional e a obesidade, com o controlo de potenciais variáveis de confundimento (AU)
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