| Processo: | 09/52152-3 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Iniciação Científica |
| Data de Início da vigência: | 01 de agosto de 2009 |
| Data de Término da vigência: | 31 de dezembro de 2010 |
| Área de conhecimento: | Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica |
| Pesquisador responsável: | Marisa Passarelli |
| Beneficiário: | Juliana Tironi Machado |
| Instituição Sede: | Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Insuficiência renal crônica Aterosclerose Transporte reverso de colesterol Albuminas Lipoproteínas HDL-Colesterol Produtos finais de glicação avançada Modelo experimental Modelos animais |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Albumina | Aterosclerose | Doenca Renal Cronica | Glicacao | Lipoproteinas | Transporte Reverso |
Resumo O estresse carbonila é caracterizado pelo aumento de oxoaldeídos reativos, os quais favorecem a formação dos produtos avançados de glicação (AGE). Estes compostos são prevalentes na doença renal crônica (DRC) frente às falhas de detoxificação de compostos reativos e ao maior estresse oxidativo e inflamatório. Em associação a outros fatores de risco, concorrem para a gênese e progressão da aterosclerose, a qual é a principal causa de morbitalidade e mortalidade na DRC. A glicação de lipoproteinas afeta o metabolismo de lipides, prejudicando o fluxo de colesterol ao fígado, por meio do transporte reverso de colesterol. Além disso, demonstramos recentemente que a albumina isolada do soro de pacientes portadores de diabete melito (DM) mal compensado, em comparação à isolada de indivíduos saudáveis, reduz a remoção de colesterol celular mediada por HDL. A albumina é a principal proteína circulante modificada por glicação, além de carrear produtos de oxidação e de modificação por solutos urêmicos. Resultados preliminares de nosso grupo também demonstram que a albumina isolada de animais urêmicos aumenta a captação de LDL por macrófagos. Nossa hipótese é de que a albumina modificada in vivo em modelo experimental de uremia possa, à semelhança do observado no DM, afetar a remoção de colesterol de macrófagos pelas HDL. Isto, em última instância, seria determinante para o balanço final de colesterol em macrófagos arteriais e, portanto, para a progressão da aterosclerose na DRC. A utilização de modelo experimental de uremia induzida por nefrectomia 5/6 em ratos Wistar - nos permitirá avaliar, sem a interferência dos medicamentos ou terapia dialitica utilizados em humanos com DRC, a influência da albumina modificada in vivo sobre o fluxo de lipides celulares, bem como a composição das HDL de animais urêmicos e controles, sua habilidade em remover colesterol celular. (AU) | |
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