Resumo
Folato tem merecido destaque como nutriente-chave envolvido na manutenção da saúde e prevenção de doenças. Além do seu já estabelecido papel na diminuição da incidência de má formação de tubo neural, o folato, juntamente com as vitaminas B6 e B12, relaciona-se metabolicamente à hcy que, por sua vez, relaciona-se ao aumento do risco da ocorrência de eventos como demência, doença de Alzheimer, fratura óssea, cânceres, sobretudo das doenças cardiovasculares. Em muitos países, inclusive no Brasil, a fortificação de alimentos com ácido fólico foi adotada como estratégia pública de prevenção e combate à deficiência nutricional da vitamina. Destaca-se que são conflituosos os resultados de estudos na avaliação do consumo dietético de folato e acido fólico e seus correspondentes níveis séricos e hcy. A ausência de métodos para mensuração acurada da ingestão dietética possivelmente seja a razão da frequente ausência de associação entre a ingestão de alimentos e as doenças crônicas ou até mesmo a ausência de relação entre a ingestão do nutriente e o seu respectivo biomarcador. Desta maneira, a partir dos dados de estudo de base populacional em São Paulo (ISA-Capital), que utilizou o método R24h com medida duplicada para mensurar a ingestão dietética e coletou amostra de sangue, neste projeto propomos 1) o desenvolvimento e a aplicação de metodologia estatística para o estudo das relações entre a ingestão habitual de nutrientes que participam direta, ou indiretamente, do metabolismo da hcy e 2) Avaliar o consumo dietético e nível sanguíneo de folato, hcy e ácido fólico não-metabolizado após a fortificação mandatória com ácido fólico, considerando as variantes genéticas envolvidas neste metabolismo. (AU)
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