Resumo
Vírus emergentes são agentes novos ou já conhecidos que associam-se a uma doença não descrita ou pouco prevalente numa dada região geográfica. Dentre os vírus emergentes ou com potencial de emergir no Brasil, destacam-se: Zika (ZIKV), Oropouche (OROV), Chikungunya (CHIKV), Mayaro (MAYV), Jatobal (JATV), Iquitos (IQTV), La Crosse (LACV), Encefalite Japonesa (JEV), Encefalite de Saint Louis (SLEV) e o vírus Oeste do Nilo (WNV). Esses agentes causam um grande espectro de doenças em humanos, desde casos assintomáticos, quadros de doença febril exantemática até manifestações graves, como síndromes neurológicas (Guillain-Barré, meningoencefalite, paralisia flácida entre outros) e síndromes congênitas (aborto, malformações fetais, microcefalia, lesões oculares e auditivas e outras manifestações fetais). Entretanto, os aspectos patogenéticos associados com o desenvolvimento desses quadros clínicos tão diferentes não são completamente entendidos, mas é sabido que a replicação viral, o tipo de células infectadas e a resposta desencadeada no início da infecção são fenômenos determinantes e capazes de orquestrar o resultado clínico de um processo infeccioso viral. Desse modo, o objetivo desse projeto é caracterizar como as células e os componentes da resposta imune inata, incluindo os receptores de reconhecimento padrão (TLR, RIG, NLR, CGAS, STING) e as moléculas induzidas por eles (como MyD88, IR-5) controlam a patogênese e neurovirulência de ZIKV e OROV. Para tanto, mediremos a replicação viral, a ativação de células imunes e a produção de mediadores inflamatórios em pacientes, em células humanas e de camundongos isoladas in vitro (neutrófilos, macrófagos e células dendríticas mielóides e plasmocitóides) e em camundongos selvagens e nocautes (KO) selecionados infectados com ZIKV e OROV. Com intuito de conseguir amostras de humanos naturalmente infectados por esses vírus, o presente projeto dará suporte para uma rede de vigilância de arboviroses montada pela Unicamp e que atua desde fevereiro de 2016 ainda sem financiamento. Essa rede monitora pacientes atendidos em Campinas, incluindo aqueles com doença febril exantemática (crianças, adultos e gestantes) e com manifestações neurológicas de possível origem viral. A aprovação desse projeto resultará na montagem de um laboratório referenciado com nível de segurança 2 (BLS-2) no Instituto de Biologia da Unicamp que servirá de apoio ao Hospital da Clínicas e a docentes da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp. Esse projeto terá, ainda, a colaboração de pesquisadores da Washington University nos EUA e do Instituo A-Star de Singapura. (AU)
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