Resumo
O timo continua a ser um órgão negligenciado, tanto na pesquisa como na prática clínica. Comparado com a medula óssea, onde se conhecem tanto as doenças como efeitos adversos de inúmeras drogas, o timo não tem sido alvo de esforço equivalente de investigação. Este projeto dá continuidade a um temático anterior, "Autoimunidade de Início Precoce" (processo 2008/58.238-4), em que um dos subprojetos, centrado no estudo funcional do timo, permitiu a avaliação da função do órgão nas síndromes de Down e de DiGeorge (deleção 22q11.2), duas das mais frequentes cromossomopatias humanas, afetando 1:700 e 1:4.000 nascidos vivos, respectivamente. Considerando-se: I) as significativas casuísticas de pacientes bem caracterizados do Instituto da Criança; II) o acesso à grande número de espécimes de timo; III) o acesso aos métodos para estudo morfológico e funcional do órgão [mensuração de TRECs (thymic recent emigrant cells), imagenologia, microscopia, citometria de fluxo, plataforma de expressão gênica, bioinformática, entre outros]; constituem objetivos do presente projeto: 1) Avaliação morfológica "in vivo" e funcional do timo de crianças saudáveis de várias idades; 2) Estudo da expressão gênica global no timo, assim como das redes de interação entre os genes em crianças de várias idades e em portadoras da síndrome de Down; 3) Caracterização das subpopulações de linfócitos B no timo de crianças de várias idades com cardiopatia congênita como malformação isolada e de crianças com a síndrome de Down; 4) Avaliação fenótipo-genotípica e caracterização das alterações imunológicas de pacientes com a síndrome de deleção 22q 11.2, nas formas típicas e atípicas; 5) Avaliação de alterações morfológicas "in vivo" e funcionais do timo em crianças com imunodeficiências primárias e com doenças autoimunes sistêmicas submetidas à terapêutica imunossupressora. Esperam-se novas contribuições para: i) melhor conhecimento do desenvolvimento do timo humano; ii) compreensão dos mecanismos celulares e moleculares de algumas doenças tímicas primárias, o que pode abrir, no futuro, possibilidades de melhor abordagem terapêutica dos pacientes afetados, além de um programa de transplante de epitélio tímico no ICr. Tenciona-se também estimular o interesse dos clínicos pela exploração do timo dia-a-dia da prática médica. (AU)
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