Resumo
A dependência ao etanol é um grande problema de saúde pública no Brasil e no mundo. As perdas e os custos sociais e econômicos são altíssimos. Os problemas relacionados a dependência ao etanol não só afetam o dependente mas também toda a comunidade, incluindo familiares e vítimas de violências e acidentes. Entretanto, os tratamentos utilizados não são totalmente eficazes, pois cerca de 80-95% dos pacientes recaem ao uso dessa substância. Assim, a compreensão dos mecanismos moleculares envolvidos na dependência ao etanol pode contribuir de forma crucial para a descoberta de novos alvos terapêuticos e consequentemente para o desenvolvimento de fármacos mais eficazes para o tratamento desse grande problema social. Uma das teorias mais recentes sobre a dependência a substâncias de abuso propõe que a dependência envolve comportamentos de aprendizado associativo em que com o uso repetido da substância de abuso, o individuo associa o efeito da droga com estímulos ou dicas do ambiente onde a substância está sendo consumida e no decorrer do uso, somente a exposição a essas dicas ambientais poderia desencadear a fissura e fazer com que o individuo recaísse ao uso das drogas. Estudos recentes demonstram que essas associações são armazenadas por pequenos grupos neurais seletivamente ativados e que estão distribuídos por diferentes regiões encefálicas e conectados entre si através de sinapses fortes. Assim, a formação dessas associações envolveria plasticidades neurais nas sinapses entre esses pequenos grupos neurais seletivamente ativados. Embora muitos trabalhos comprovam o envolvimento desses pequenos grupos de neurônios em comportamentos condicionados relacionados a administração de substâncias de abuso, essa nova abordagem ainda não foi aplicada no estudo dos mecanismos neurais da dependência ao etanol. Assim, o objetivo geral do presente projeto é mostrar a participação desses pequenos grupos neurais na reinstalação da autoadministração de etanol induzida pelo ambiente e investigar as alterações moleculares presentes em sinapses entre neurônios seletivamente ativados no núcleo acumbens e córtex pré-frontal medial envolvidas com esse comportamento. Para esse propósito, utilizaremos ratos transgênicos e vetores virais para através de técnicas imunohistoquimicas, caracterizar e quantificar e mostrar a presença dessas populações neurais especificamente ativadas no núcleo acumbens e córtex pré-frontal medial. Utilizaremos a metodologia de inibição farmacogenética por daun02 para mostrar funcionalmente a participação dessas populações neurais específicas neurais na reinstalação da autoadministração de etanol induzida pelo ambiente. Além disso, utilizaremos a técnica inibição sináptica por optogenética para mostrar o envolvimento de sinapses entre neurônios do núcleo acumbens e córtex pré-frontal medial seletivamente ativados a reinstalação da autoadministração de etanol induzida pelo ambiente. E por fim, investigaremos as alterações moleculares nas sinapses entre essas pequenas populações neurais seletivamente ativadas através uma metodologia inovadora envolvendo manipulação genética, viral e da técnica de citometria de fluxo para sinaptoneurossomas (AU)
| Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre o auxílio: |
| Mais itensMenos itens |
| TITULO |
| Matéria(s) publicada(s) em Outras Mídias ( ): |
| Mais itensMenos itens |
| VEICULO: TITULO (DATA) |
| VEICULO: TITULO (DATA) |