| Processo: | 07/01174-1 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de março de 2008 |
| Data de Término da vigência: | 28 de fevereiro de 2010 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Morfologia - Anatomia |
| Pesquisador responsável: | Norberto Cysne Coimbra |
| Beneficiário: | Norberto Cysne Coimbra |
| Instituição Sede: | Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Ribeirão Preto |
| Assunto(s): | Hipotálamo Diencéfalo |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Diencéfalo | Hipotálamo | Sistema noradrenérgico | Sistema opióide | sistema serotonérgico | Neuroanatomia Funcional |
Resumo
A estimulação elétrica e química de algumas estruturas mesencefálicas, tais como a substância cinzenta periaquedutal dorsal (SCPd), as camadas profundas do colículo superior (CPCS) e o núcleo central do colículo inferior (NCCI) eliciam respostas defensivas explosivas, associadas ao medo e semelhantes àquelas que caracterizam a síndrome do pânico em humanos. Contudo, quando a estimulação é realizada em núcleos do hipotálamo medial, a resposta defensiva caracteriza-se por uma reação de fuga de intensidade moderada com saltos orientados, rica em comportamento exploratório. Não obstante, há uma grande escassez de trabalhos sobre as bases neuroanatômicas e neurofarmacológicas do comportamento de fuga orientada organizado no hipotálamo medial. Há evidências mostrando que alguns processos antinociceptivos são elaborados durante a evocação de respostas motoras defensivas após a estimulação do teto mesencefálico, como também tem sido descrito o envolvimento de núcleos hipotalâmicos laterais e arqueado em processos antinociceptivos de natureza opióide e não-opióide, muito embora não esteja claro o envolvimento do sistema endógeno de inibição de dor nesses processos antinociceptivos.O objetivo deste trabalho consiste em determinar uma possível interface funcional entre o hipotálamo medial e núcleos ricos em peptídeos opióides endógenos, serotonina ou noradrenalina do sistema endógeno de inibição de dor proposto por Basbaum e Fields, em 1984. Essa interface funcional será estudada por meio da ativação de neurônios do hipotálamo dorso-medial (HDM) e ventro-medial (HVM), seguida da imunolocalização da proteína Fos em núcleos do tronco encefálico envolvidos com o processo de inibição de dor e com atividades límbicas. A ativação hipotalâmica será feita por meio de microinjeções unilaterais de bicuculina (antagonista de receptores GABAA) no núcleos HVM e HDM. Essa reação antígeno-anticorpo será revelada com DAB e superposta a uma outra reação antígeno-anticorpo (revelada com VIPDAB), com o objetivo de identificar a presença de leu-encefalina, -endorfina, serotonina ou tirosina hidroxilase nos substratos neurais que expressam a proteína Fos após a evocação de respostas comportamentais induzidas pelo bloqueio de receptores GABAA no HDM e no HVM, em grupos independentes de animais.Serão também determinados os efeitos do pré-tratamento com microinjeções de antagonistas opióides em núcleos ricos em encefalina e -endorfina que possuem conexões diretas com os núcleos HVM e HDM, como a SCP, ao passo que microinjeções de antagonistas serotoninérgicos serão realizadas no NDR, e antagonistas noradrenérgicos serão microinjetados no LC para avaliarmos o envolvimento dessas redes neurais implicadas no controle da dor durante a organização da antinocicepção induzida por reações de defesa orientada. (AU)
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