Resumo
De longa data é sabido que muitas células do sistema imune expressam receptores para neurotransmissores. Receptores de dopamina, glutamato e serotonina, assim como dos neuropeptídeos somatostatina, substância P e VIP (Vasoactive Intestinal Peptide) são alguns desses exemplos. O que intriga os pesquisadores em relação à expressão desses receptores é que, devido ao imunoprivilégio do sistema nervoso central, muito raramente células do sistema imune alcançam o parênquima cerebral a ponto de serem ativadas por essas substâncias. Todavia, sabemos que, durante processos inflamatórios, a barreira hemato-encefálica é rompida proporcionando então a infiltração celular. Sendo assim, tal fato nos leva a crer que sob estas circunstâncias, os neurotransmissores devem exercer um papel importante na modulação da resposta imune local. Mais importante é perceber que alguns desses neurotransmisores podem ser encontrados na periferia, uma vez que podem ser liberados através de inervação simpático do baço e linfonodos. Já foi demonstrado, por exemplo, que células dendríticas esplênicas secretam glutamato para o meio extracelular durante a apresentação de antígenos. Todavia ainda muito se especula sobre seu papel na função biológica de linfócitos ou células apresentadoras de antígenos. Nesse contexto, no presente projeto, propomos estudar o papel do eixo do triptofano e seus metabólitos na regulação da resposta imune, tanto no sistema nervoso central como nos órgãos linfóides secundários através dos receptores de glutamato NMDA (N-metil-D-aspartato). Para tanto, utilizaremos dois modelos distintos: a EAE (Experimental Autoimmune Encefalomyelitis), uma doença auto-imune do SNC e o LIRC (Lesão por Isquemia e Reperfusão Cerebral). (AU)
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