Resumo
A restrição calórica promove efeitos benéficos à saúde e prolonga a expectativa de vida em diversas espécies, de levedura a primatas. Recentemente nosso grupo identificou um fenômeno conservado evolutivamente que está diretamente associado ao processo de envelhecimento e que pode ser revertido pela restrição calórica. Este fenômeno é caracterizado pela disfunção progressiva do processamento de microRNAs em tecidos responsáveis pelo controle não autônomo da expectativa de vida, dentre eles o tecido adiposo. No presente projeto, nós formulamos a hipótese de que este fenômeno não só representa um mecanismo pelo qual organismos modulam o processo de envelhecimento, mas representa um biomarcador que pode ser usado no estudo dos efeitos da restrição calórica em várias espécies. Com esse intuito, avaliaremos o processamento de microRNAs em modelos animais , in vivo e in vitro e correlacionaremos este parâmetro com os efeitos benéficos da restrição calórica. Para isso analisaremos três modelos: 1) camundongos submetidos a diferentes protocolos de restrição calórica onde a contribuição de componentes individuais da dieta será avaliada; 2) células do tecido adiposo de camundongo incubadas com meio de cultura restrito em diferentes nutrientes, incubadas com soro de camundongos em restrição calórica ou submetidas a experimentos de ganho ou perda de função gênica e 3) linhagens de nemátodos C. elegans (selvagens ou mutantes de ganho ou perda de função gênica) submetidos a diferentes protocolos de restrição calórica. Com isso vislumbramos a possibilidade da criação intervenções que mimetizem os efeitos benéficos da restrição calórica e ainda os desvinculem das exigências metabólicas e comportamentais que geralmente acompanham a autorrestrição alimentar. (AU)
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