Resumo
Durante os últimos cinco anos a UNICAMP conseguiu articular um ecossistema de inovação completo voltado para os desafios da gestão de energia, eficiência energética e transição energética, ou seja, a mudança para uma matriz energética baseada em energias renováveis de baixa ou nula emissão de gases de efeito estufa. Além de agregar empresas, pesquisadores, gestores, organizações sociais e multilaterais, agências governamentais, startups, jovens talentos e funcionários, os projetos resultantes desse esforço trouxeram aplicações e ganhos reais para a própria universidade. Através do conceito de laboratório vivo os projetos realizados estão impactando ao mesmo tempo a infraestrutura, o ensino, a pesquisa e a extensão, com o uso predominante de recursos extra orçamentários. O resultado concreto deste movimento é a redução superior a 10% do consumo de energia na universidade, seja por oferta de energia renovável seja por esforços de eficiência energética. Atualmente, este processo está institucionalizado na universidade, através da criação do Escritório de Projetos Especiais Campus Sustentável, já atravessou duas mudanças de gestão, interagindo com três diferentes grupos gestores na universidade, e se consolidando como um programa de Estado e não de Governo, garantindo assim a continuidade dos esforços. A proposta de criação do CPTEn - Centro Paulista de Estudos da Transição Energética, oferece ao Estado de São Paulo, com o apoio da FAPESP, uma oportunidade de transbordamento da experiência de sucesso da UNICAMP para o tratamento de problemas urgentes da sociedade Paulista na questão da transição energética. O Estado pode e deve buscar maior eficiência e gestão do consumo próprio de energia, deve assumir protagonismo no debate e nas ações em busca da transição energética e precisa liderar o país em busca de avanços no conhecimento científico e tecnológico voltados para os nossos próprios problemas e desafios. Como ponto de partida a UNICAMP oferece o talento dos seus estudantes, pesquisadores e funcionários, e articula com seus principais parceiros para que o CPTEn possa iniciar suas operações contando com um forte capital inicial em termos de infraestrutura, recursos humanos e recursos financeiros. Os desafios científicos propostos para o CPTEn compõem uma visão holística da transição energética. Pretende-se construir plataformas para o diagnóstico contínuo e permanente sobre o uso de energia em prédios públicos através da coleta e análise de dados e do uso de inteligência artificial. Busca-se inovação regulatória para viabilizar financiamentos público e privado e flexibilizar parcerias. Ambiciona-se inovar na proposição de políticas públicas indutoras da transição energética. Ancora-se na análise econômica e na prospectiva de cenários para exploração de diferentes caminhos para a desejada transição. Impõe que a educação é a chave para a formação de agentes transformadores. Apoia-se na tecnologia como elemento fundamental para viabilizar a transição para energias renováveis e bioenergia, para redes digitais e consumo inteligente e para a transição para cidades inteligentes. A partir de oito disciplinas ou eixos temáticos, pretende-se promover a transgressão da disciplinaridade, propiciando um ambiente de pesquisa interdisciplinar, que reúne engenheiros, economistas, advogados, educadores, cientistas da computação, geólogos, jornalistas e cientistas políticos, em busca de contribuição para a qualidade de vida da sociedade Paulista e das gerações futuras e em respeito aos recursos naturais limitados disponíveis no Planeta. (AU)
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